Anticoncepção:
Métodos Reversíveis
Métodos comportamentais
ou
de abstinência periódica
Nestes
métodos utiliza-se a abstinência sexual durante os dias do
ciclo menstrual em que o óvulo pode ser fertilizado.
1 - TABELA DE OGINO-KNAUSS - Tabelinha 
Método
conhecido como do calendário ou tabelinha. Consiste em suspender
as relações sexuais no período fértil da mulher. Esse método
é baseado na premissa de que os ciclos menstruais são relativamente
constantes e por isso o período fértil do mês subseqüente
pode ser estimado pelo ciclo anterior.
Para
a utilização deste método a mulher deve anotar pelo menos
os 6 últimos ciclos e a partir daí estimar o início de período
fértil subtraindo 18 dias do comprimento do ciclo mais curto,
e estimar o fim do período fértil subtraindo 11 dias do ciclo
mais longo.
Exemplo
para uma mulher que anotou seus ciclos durante 6 meses.
O
ciclo mais longo foi de 33 dias e o mais curto de 26 dias
Deve-se
subtrair 18 do ciclo mais curto = 18-26= 8 subtrair
11 do ciclo mais longo = 33-11 = 22
Esta
mulher deverá fazer abstinência do 8º ao 22º dia do ciclo.
Observações
·
Esse método
só é válido para mulheres com ciclos regulares
·
Esse método
têm uma chance de falha de 40 por 100 mulheres/ano
·
Algumas mulheres
usam o método da tabelinha associado a outros métodos.
2 - MÉTODO DE BILLINGS OU DO MUCO CERVICAL
Assim
como no método da tabelinha, este também exige que a mulher
não tenha relações no seu período fértil. Para detectar o
seu período fértil, neste método, a mulher precisa observar
e reconhecer o tipo de secreção presente no colo do útero.
A mulher deve ser orientada a respeito das mudanças que o
estrogênio provoca no muco cervical na metade do ciclo. O
muco cervical aumenta em quantidade, fica filante e transparente
no período ovulatório, lembrando o aspecto de clara de ovo.
O papel do muco cervical é proteger os espermatozóides do
meio ácido vaginal e também capacitar os espermatozóides para
poder haver fertilização. Após a ovulação o muco fica branco,
opaco e denso o que é o sinal de que a ovulação já terminou.
Para examinar a consistência do muco cervical, se distende
o muco entre os dedos.
Muco
cervical ovulatório com aproximadamente 8 cm.
O
método é limitado pois sua eficácia como contraceptivo é pequena.
Para sua utilização é necessário treinamento e disciplina,
além do que várias doenças (tais como os corrimentos) interferem
na qualidade do muco.
3.1 - MÉTODO DA TEMPERATURA BASAL 
Esse
método é baseado na alteração térmica que o corpo apresenta
quando ocorre a ovulação. A temperatura se eleva devido ao
aumento da progesterona.
Por
ocasião da ovulação acontece uma ligeira queda na temperatura
corpórea e após há uma elevação de aproximadamente 0,5 °C
em relação às medidas basais (as da primeira fase do ciclo).
Esta permanecerá elevada até a próxima menstruação.
O
terceiro dia após a elevação da temperatura é considerado
o fim do período fértil.
Exemplo
de um gráfico da temperatura basal em ciclo ovulatório.
Observe
que nos 14 dias após a ovulação a temperatura é superior.
A
temperatura basal deve ser medida diariamente, antes da mulher
se levantar pela manhã, com um termômetro clínico, bucal ou retal. Anota-se a temperatura em um gráfico
semelhante ao da figura acima.
Existem
vários problemas comuns que alteram a temperatura corpórea
e dificultam a confecção do gráfico, por exemplo: gripes,
noites mal dormidas, necessidade de levantar freqüentemente
à noite e outros.
3.2 - MÉTODO SINTOTÉRMICO 
Este
método une os outros métodos comportamentais (tabelinha, Billings
e temperatura basal) para determinar o período fértil. Geralmente
utiliza-se a tabelinha e o método do muco cervical para estimar
o início do período fértil e a temperatura basal para estimar
o final do período fértil.
Observações
Os
métodos comportamentais têm como principais limitantes:
·
Taxas relativamente
altas de gestação nas usuárias
·
Grande número
de dias de abstinência sexual durante o ciclo
Existem entretanto casais que só aceitam a contracepção natural, os quais devem
ser orientados criteriosamente para que obtenham a maior eficácia
possível com esses métodos.
MÉTODOS DE BARREIRA
1.
Agentes espermaticidas
2.
Preservativos
Masculino
3.
Preservativo
Feminino
4.
Diafragma
5.
Esponja vaginal
1 - AGENTE ESPERMATICIDA 
O
objetivo dos agentes espermaticidas é imobilizar e destruir
os espermatozóides, dificultando ou impedindo a penetração
desses no canal cervical. Geralmente as geléias, pomadas e
cremes espermaticidas são utilizados em associação ao diafragma
ou ao capuz cervical. O Monoxinol-9 a 5% é a substância ativa
mais utilizadas em espermaticidas.
Deve
ser aplicada na vagina 10 a 30 minutos antes da relação.
A
eficácia do método isolado é muito baixa.
Entre
os efeitos adversos estão as alergias que ocorrem em 1 a 5%
das usuárias.
Observação
duchas vaginas pós-coito, mesmo contendo espermaticidas
não têm eficácia anticoncepcional.
2 - PRESERVATIVO MASCULINO (Camisinha, Condom
Masculino, Camisa-de-Vênus) 
É
um dos métodos anticoncepcionais mais difundidos no mundo.
Esse método como contraceptivo não figura entre os mais eficazes
(a taxa de falha é de 5 a 12%), entretanto tem um papel importantíssimo
na prevenção das doenças sexualmente transmissíveis.
Vantagens:
·
relativo baixo
custo
·
fácil aquisição
·
praticidade
·
prevenção das
doenças sexualmente transmissíveis
·
não oferece
riscos à saúde ou complicações médicas
Riscos:
Ocasionalmente
pode causar alergia.
A
eficácia do preservativo está diretamente ligada à qualidade
do produto e ao seu uso correto. Para isso, observar o que
segue:
·
O preservativo deve ser usado
em todas as relações
·
Para colocar , desenrolar todo o condom sobre o pênis ereto, deixando um espaço
de 2 cm na ponta (sem ar), para servir de reservatório para
o esperma
·
Colocar o condom antes do
contato do pênis com a vagina, pois o líquido seminal pré-ejaculatório
pode conter espermatozóides.
·
Após a ejaculação o pênis
deve ser retirado da vagina antes de ficar flácido, tendo
o cuidado de segurar a camisinha na base do pênis evitando
que haja vazamento de esperma.
·
Usar uma camisinha para cada
relação. A camisinha não pode ser reaproveitada.
3 - PRESERVATIVO FEMININO
(Condom Feminino) 
É
um método relativamente novo de anticoncepção. O índice de
falha é em torno de 18 a 25%, já tendo sido observadas falhas
de no mínimo 12% em um ano.
Tem a vantagem de também proteger contra as doenças sexualmente
transmissíveis.
O
anel interno é apertado entre os dedos para inserção; coloque
o dedo indicador entre o dedo médio e polegar.
Com
o dedo indicador certifica-se que o condon está corretamente
colocado e que não está torcido
O
aro externo fica para fora da vagina
Vantagens:
é
um método de barreira que diminui o risco das doenças sexualmente
transmissíveis.
Desvantagens:
·
índice de falha
relativamente alto quando comparado com métodos hormonais
·
tem alto custo
·
muitas mulheres
referem ter dificuldade para correta inserção
4
- DIAFRAGMA 
É
uma membrana côncava que é colocada na vagina e encobre o
colo do útero.
Diafragma
de 3 diferentes tamanhos.
Deve
ser colocado entre o fórfice vaginal posterior (fundo de saco
vaginal atrás do colo do útero) e anteriormente vai até o
púbis .
Colocação e posicionamento correto do diafragma.
O
diafragma tem diversos tamanhos (variam de 5 a 10,5 cm). O
ginecologista mede, com anéis medidores, o tamanho adequado
para cada paciente. É papel do médico orientar a paciente
quanto a correta colocação e remoção do diafragma.
Os
índices de falha podem ser tão baixos quanto 2% e podem ir
até 23%. A falha típica por ano é em torno de 18%. Não figura
entre os métodos mais eficazes.
Cuidados com o uso do diafragma
·
Deve ser sempre
associado a produtos espermaticidas
·
Estudos quanto
ao tempo ideal para colocação e retirada do diafragma não
existem
·
Após a remoção
o diafragma deve ser lavado em água morna e sabão neutro,
secado e guardado em seu estojo.
Pode
ser pulverizado com pó de amido.
·
NÃO DEVEM SER
USADOS TALCOS PERFUMADOS , NEM VASELINA.
As orientações a seguir são baseadas em experiências clínicas
·
Estudos quanto
ao tempo ideal para colocação e retirada do diafragma não
existem
·
Não deve ser
inserido mais de 6 horas antes da relação
·
Deve ser deixado
no local no mínimo 6 horas após a relação, mas não mais do
que 24 horas
·
Não deve ser
feita ducha vaginal após a relação
5 - ESPONJA VAGINAL
A
esponja vaginal é um sistema que libera o espermicida nonoxynol-9.
A esponja deve absorver o sêmen e bloquear a entrada dos espermatozóides
no canal cervical. Cerca de 20% do espermicida é liberado
em 24hs. Deve ser colocada imediatamente antes do ato sexual,
devendo ser umedecida antes da inserção para ativar o espermicida.
É
encontrada somente no exterior (TODAY sponge).
Efeitos
adversos incluem reações alérgicas no local, com secura vaginal,
leucorréia ou coceira.
A
taxa de falha é de 18 a 28%, sendo maior em multíparas.
Não
é considerado um método eficaz.
MÉTODOS
HORMONAIS
1.
Anticoncepcionais orais (pílulas)
2.
Anticoncepcionais injetáveis
3.
Implantes de hormônios
1 - ANTICONCEPCIONAIS HORMONAIS ORAIS (PÍLULAS)
É
o método mais difundido e usado no mundo. As pílulas são consideradas
um método reversível muito eficaz e o mais efetivo dos métodos
reversíveis dentre as medidas medicamentosas. Os anticoncepcionais
orais podem ser combinados (estrógeno + progestágenos), ou
constituídos apenas de progestágeno (minipílula).
1.1
- ANTICONCEPCIONAIS ORAIS COMBINADOS
São
comprimidos que contêm estrogênio e progestogênio associados.
Todos
os comprimidos têm a mesma dosagem.
As
pílulas combinadas são divididas basicamente conforme a dose
de etinilestradiol:
O
progestágeno das pílulas pode variar entre o levonorgestrel,
gestodene, desogestrel ou acetato de ciproterona.
Alguns
progestágenos podem levar algumas pacientes a efeitos semelhantes
aos dos hormônios masculinos (acne, seborréia).
Na
realidade os anticoncepcionais combinados são semelhantes
entre si.
O
seu médico lhe ajudará a escolher o anticoncepcional ideal
para você.
1.2
- ANTICONCEPCIONAIS ORAIS TRIFÁSICOS
São
as pílulas que contêm estrogênios e progestágenos associados,
porém em doses que variam com o decorrer da dosagem dos comprimidos
(comprimidos de cores diferentes). Esta variação tenta imitar
as variações hormonais do ciclo normal.
Contém
etinilestradiol (estrogênio) e levonorgestrel (progestágeno)
na sua composição.
Mecanismo
de ação dos anticoncepcionais orais combinados e trifásicos
As
pílulas inibem a ovulação e este é o seu principal mecanismo
de ação. Além se serem anovulatórias, as pílulas promovem
a alteração do muco cervical, da motilidade tubária e do endométrio.
Como
utilizar os anticoncepcionais
Os
anticoncepcionais combinados devem ser iniciados no primeiro
ou no segundo dia do ciclo menstrual e tomados diariamente,
preferencialmente no mesmo horário, durante 21 dias. Quando
acaba a cartela faz-se uma pausa de uma semana, quando geralmente
ocorre a menstruação.
SE
NÃO OCORRER A MENSTRUAÇÃO, SEU MÉDICO DEVERÁ SER AVISADO
No
5º dia do ciclo, ou uma semana após a ingestão do último comprimido
da cartela anterior, uma nova cartela deve ser iniciada independente
da menstruação já ter parado ou não.
Em
casos de esquecimento da pílula , esta deve ser tomada tão
logo a mulher se lembre. Quando perceber que esqueceu de tomar
a pílula só quando for tomar a próxima, a paciente deverá
ingerir as 2 pílulas juntas (a do dia anterior e a do dia),
e de preferência deverá associar outro método anticoncepcional
até a próxima menstruação.
Não
podemos esquecer que quando a mulher apresenta vômitos ou
diarréia a eficácia do anticoncepcional diminui. Quando a
paciente usar outras medicações, principalmente aquelas que
são metabolizadas no fígado, a eficácia também pode diminuir.
A
pílula é muito eficaz em evitar a gravidez e ainda possui
outros efeitos benéficos: diminui a incidência de doenças
benignas da mama, de cistos ovarianos funcionais, protege
contra a doença inflamatória pélvica, diminui o risco de anemia
por sangramento menstrual, é eficaz no tratamento da dismenorréia
(menstruação dolorosa). Protege contra a osteoporose, evita
gestação ectópica (fora do útero), diminui o risco de carcinoma
endometrial e ovariano. e também regulariza o ciclo menstrual.
Não
é recomendada a pausa no uso da pílula , embora muitas mulheres
acreditem que a pausa é necessária. Na verdade, essa atitude
além de não trazer nenhum benefício, expõe a mulher ao risco
da gestação indesejada. Só se interrompe o uso da pílula quando
existe o desejo de gestação, quando a anticoncepção não é
necessária ou pela presença de efeitos adversos maiores. Não
se deve suspender o uso de anticoncepcionais devido ao aparecimento
de efeitos adversos menores como náuseas, vômitos, enjôo ou
sangramentos irregulares, pois estes sintomas desaparecem
em 2 ou 3 ciclos de uso.
Efeitos adversos dos anticoncepcionais
·
Spots, ou
sangramentos em pequena quantidade durante o uso da cartela,
geralmente ocorrem nos primeiros meses de uso. A paciente
deve estar tranqüila de que estes sangramentos não significam
que a pílula terá eficácia menor
·
Amenorréia, ausência de menstruação no intervalo da
cartela. Pode acontecer, entretanto, deve ser descartada a
presença de gestação. Amenorréia pode ocorrer porque a dose
dos anticoncepcionais pode ter sido insuficiente para promover
o crescimento do endométrio
·
Aumento de peso: talvez seja o efeito citado pelas pacientes
que mais provoca o abandono do método. Entretanto, os estudos
com anticoncepcionais de baixa dose não demonstraram haver
aumento significativo do peso. O médico deve reforçar a verdadeira
razão para as variações de peso: necessidade de dieta e exercício
físico.
·
Cefaléia (dor de cabeça), irritabilidade, nervosismo,
aumento do fluxo vaginal, dor e ingurgitamento mamário, acne,
náuseas, vômitos.
Contra-indicações
relativas ao uso dos ACO combinados
·
presença de
fatores de risco para tromboembolismo
·
passado de
icterícia grave
·
aleitamento
materno
·
depressão
·
cefaléia
·
epilepsia
·
diabete mélito
·
hipertensão
arterial
Contra-indicações
absolutas ao uso dos ACO:
·
Tromboflebite,
doença tromboembólica, doença cerebral vascular, obstrução
coronariana ou história passada dessas doenças
·
Doença hepática
grave: sempre que houver alteração das enzimas hepáticas estrogênios
são contra-indicados.
·
Câncer de mama
diagnosticado ou suspeito.
·
Gestação ou
suspeita de gestação.
·
Fumantes com
mais de 35 anos (discutível com os ACO de menor dose).
1.3
- MINIPÍLULAS - Pílulas só com progestogênios
São
comprimidos que contém apenas progestogênio. Seu mecanismo
de ação é a alteração do muco cervical (evitando a penetração
dos espermatozóides), alteração da motilidade tubária e a
inadequação provocada no endométrio. É menos eficaz que a
pílula combinada. Sua maior indicação é a anticoncepção durante
a amamentação, pois esse método parece não interferir com
a produção de leite materno. Nesse tipo de anticoncepcional
não se faz pausa. Está indicado também para mulheres que têm
contra-indicação ao estrogênio presente na pílulas combinadas.
2 - ANTICONCEPCIONAIS INJETÁVEIS
2.1 - Anticoncepcional hormonal - injetável Combinado.
São
de uso mensal e combinam estrogênio e progestágeno. Têm eficácia
similar aos anticoncepcionais orais combinados. São utilizados
naquelas pacientes que não conseguem se lembrar de usar a
pílula diariamente ou têm intolerância gastrointestinal aos
hormônios. Para algumas pacientes têm a vantagem de ser usado
apenas uma vez por mês.
2.2 - Anticoncepcional hormonal
- Injetável só de Progesterona.
0
mais usado é o acetato de medroxiprogesterona, 150 mg a cada
três meses. Seu efeito anticoncepcional é por inibição da
ovulação e atrofia endometrial. É, dos métodos reversíveis,
o mais eficaz. O efeito adverso mais comum é o sangramento
irregular e a amenorréia (ausência de menstruação). É contra-indicado
em pacientes que desejam engravidar a curto prazo, pois após o uso pode haver ausência de ovulação por prazos
longos (de até 12 meses). É também muito utilizado por pacientes
que estão amamentando.
3 - IMPLANTES HORMONAIS - Anticoncepção de longa duração
O
implante subdérmico de levonorgestrel - um progestágeno -
é chamado NORPLANT. É um método de contracepção hormonal que
só contém progestágeno. Desde 1990 este método foi liberado
para uso nos Estados Unidos, entretanto já era usado há mais
tempo em outros países.
O Norplant é um sistema que consiste em 6 cápsulas que contém
levonorgestrel. Este progestágeno é liberado lentamente das
cápsulas tendo duração de 5 anos, desde a inserção.
Cápsulas
de norplant
Cápsulas
subdérmicas de levonorgestrel.
Mecanismo
de ação: O implante de levonorgestrel inibe a ovulação, tem
ação sobre o muco cervical e provoca atrofia de endométrio.
Indicações:
· Para espaçamento entre as gestações. Método indicado
para pacientes que desejam espaçamento maior entre as gestações
(duração de 5 anos)
· Desejo de um método altamente eficiente
· Mulheres que esquecem de usar o anticoncepcional oral
· Mulheres com história de anemia e de sangramento abundante.
· Mulheres que não desejam mais gestar, entretanto não
estão dispostas a realizar um método definitivo.
· Pacientes com algumas doenças crônicas que necessitam
anticoncepção eficaz.
Contra-indicações
absolutas:
·
Trombofletite
ou tromboembolismo no momento (ativo)
·
Sangramento
vaginal não diagnosticado
·
Tumores benignos
ou malignos do fígado
·
Câncer de mama
Contra-indicações
relativas:
São
aquelas contra-indicações que o seu médico decidirá com você
se o método poderá ou não ser utilizado.
Vantagens:
· É muito eficaz. A taxa de falha no primeiro ano é de
0,2 % e no 5º ano 1,1%
· Não é necessária a lembrança de uso diária
· Não contém estrogênio, logo é preconizado para aquelas
mulheres que tenham contra- indicação ao uso de estrogênios.
Desvantagens:
· Freqüentemente ocorrem spots (sangramentos vaginais
em pequena quantidade e irregulares)
· Muitas pacientes não menstruam nos dois primeiros anos
de uso.
· Para colocação é necessária anestesia local com um pequeno
corte de aproximadamente 0,2 cm.
· A retirada também é feita mediante um pequeno procedimento
cirúrgico.
· Os implantes são visíveis e palpáveis
ANTICONCEPÇÃO DE EMERGÊNCIA
Este
método se baseia em dar altas doses de hormônio. Acredita-se
que possa haver interferência com a ovulação, motilidade tubária
e também um efeito adverso no endométrio, tornando-o inadequado
para a implantação (fixação do embrião).
Está
indicado quando da ocorrência de relação sexual desprotegida
(sem o uso de método anticoncepcional, com ruptura de condom
ou deslocamento de diafragma), ou em casos de violência e
abuso sexual.
É
um método para uso esporádico - como o nome do método indica:
de emergência.
O
esquema tradicional foi descrito por YUZPE (método de YUZPE)
e consiste na ingestão de 100 mg de etinilestradiol mais 500mg
de levonorgestrel em duas tomadas com intervalo de 12 horas.
Deverá
ser sempre iniciado até no máximo 72 horas após a relação
sexual desprotegida.
Recentemente
está disponível no mercado, com eficácia similar, o uso de
levonorgestrel 0,75 mg em duas tomadas a cada 12 horas. Também
deverá ser sempre iniciado até no máximo 72 horas após a relação
desprotegida.
A
eficácia dessa anticoncepção de emergência varia de 75 a 85%.
Quanto mais precoce o uso, maior a eficácia.
Esse
método tem como efeitos adversos comuns, náuseas, vômitos
e cefaléia, devendo ser tomada nova dose se ocorrerem vômitos.
Também é comum haver irregularidade na próxima menstruação.
O
maior conhecimento desse método é importante.
Seu
médico poderá orientá-la adequadamente quanto a esse e a outros
métodos contraceptivos.
DISPOSITIVO INTRA-UTERINO
(DIU) 
É
um corpo estranho colocado dentro da cavidade uterina para
impedir a gestação. Existem vários tipos. Os DIUs não medicados
são menos utilizados atualmente, e consistem em uma haste
de polietileno impregnada com um pouco de bário para ser visualizada
ao RX. Ainda são bastante utilizados na China. Em nosso meio
contém cobre ou, mais recentemente, se encontram os DIUs medicados com progestágenos.
Mecanismo
de ação do DIU
A
ação é principalmente na cavidade uterina. Acredita-se que
o principal mecanismo de ação do DIU é a transformação do
ambiente uterino em um ambiente hostil aos espermatozóides,
evitando a sua chegada até as trompas ou tendo efeito espermaticida.
Talvez alguma ação extra-uterina, com efeito citotóxico sobre
o óvulo e sobre a motilidade tubária também exista.
Os
DIUs não medicados agem principalmente devido a uma reação do organismo
ao DIU.
Os
DIUs que contém e liberam cobre também provocam uma reação tipo corpo
estranho, tendo ação tanto bioquímica quanto inflamatória
sobre o endométrio. Os níveis sangüíneos de cobre não são
alterados em usuárias de DIU, logo o cobre não é absorvido.
Os
DIUs que liberam progestágenos, além da ação tipo corpo estranho no endométrio,
causam atrofia e decidualização das glândulas endometriais,
tornando o endométrio mais fino (por isto geralmente diminuem
a quantidade de sangramento).
Estes
DIUS medicados ainda têm ação da progesterona sobre o muco
cervical, tornando-o espesso, criando mais uma barreira para
os espermatozóides.
Eficácia
do DIU:
Os
DIUs medicados são mais eficazes do que o DIUs não medicados, com chance
de gestação de 0,8% e de até 3%, respectivamente.
Efeitos
adversos:
Os
efeitos adversos mais comuns que levam a retirada do DIU são
o aumento do sangramento e da cólica menstrual (exceto naqueles
com progestágenos) - 5 a 15% de retirada/ano.
Infecções
As
infecções relacionadas ao uso do DIU ocorrem por contaminação
prévia da cavidade uterina ou durante a inserção, quando pode
haver contaminação da cavidade uterina pelos germes da flora
vaginal. A colocação adequada, com todos os cuidados de anti-sepsia,
NÃO aumenta o risco de infecção.
O
DIU não deve ser colocado em pacientes que têm risco aumentado
de doenças sexualmente transmissíveis: múltiplos parceiros,
relações poligâmicas, início precoce das relações. O comportamento
sexual da usuária é que determina o risco de infecção em usuárias
de diu.
Gestação
com DIU na cavidade uterina
Existe
uma chance aproximada de 50% de abortamento. O DIU pode ser
removido sem a instrumentação da cavidade uterina, principalmente
se em controle com ultra-som for verificado que o DIU está
abaixo do saco gestacional.
Colocação
do DIU
O
DIU pode ser colocado após o parto, aborto ou durante o ciclo
menstrual, preferentemente durante a menstruação. Geralmente
coloca-se durante a menstruação pois nesse período o colo está discretamente mais aberto e também porque
temos certeza de que não existe gestação.
A presença de infecção vaginal é contra-indicação à inserção
do DIU. Deve ser tratada a infecção e só após será inserido
o DIU.
Contra-indicações
ao uso do DIU
· Pacientes com risco de doenças sexualmente transmissíveis
· Mulheres com anormalidades da cavidade uterina (útero
bicorno, presença de miomas submucosos)
· Pacientes imuno-suprimidas, as quais têm maior risco de infecção e podem ocasionalmente fazer endocardite bacteriana
(infecção nas válvulas do coração)
|