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  Índice - DST/AIDS, Doenças Oportunistas
 

Hepatite A
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Citomegalovirus

Pneumonia

Candidíase

 
     
 

AIDS - Aspectos Clínicos e Epidemiológicos

Descrição - É uma doença caracterizada por uma disfunção grave do sistema imunológico do indivíduo infectado pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Sua evolução pode ser dividida em 3 fases: infecção aguda, que pode surgir algumas semanas após a infecção inicial, com manifestações como febre, calafrios, sudorese, mialgias, cefaléias, dor de garganta, sintomas gastroentestinais, linfadenopatias generalizadas e erupções cutâneas. A maior parte dos indivíduos apresentam sintomas auto-limitados. Entretanto, a maioria não é diagnosticada devido a semelhança com outras doenças virais. Em seguida o paciente entra em uma fase de infecção assintomática, de duração variável de alguns anos. A doença sintomática, da qual a aids é a sua manifestação mais grave, ocorre na medida em que o paciente vai apresentando alterações da imunidade, com o surgimento de febre prolongada, diarréia crônica, perda de peso importante (superior a 10% do peso anterior do indivíduo), sudorese noturna, astenia e adenomegalia. As infecções oportunísticas passam a surgir ou recindivar, tais como tuberculose, pneumonia por Pneumocistis carini, toxoplasmose cerebral, candidíase e meningite por criptococos, dentre outras. Tumores raros em indivíduos imunocompetentes, como o sarcoma de Kaposi, podem surgir, caracterizando a aids. A ocorrência de formas graves ou atípicas de doenças tropicais, como a paracoccidioidomicose, leishmaniose e doença de Chagas, tem sido observado no Brasil.

Sinonímia - SIDA, aids, doença causada pelo HIV, Síndrome da imunodeficiência Adquirida.

Agente etiológico - É o retrovírus denominado Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), com 2 tipos conhecidos: HIV-1 e o HIV-2.

Reservatório - O homem.

Modo de transmissão - Sexual, sangue (via parenteral) e da mãe para o filho, no curso da gravidez, durante ou após o parto e pelo leite materno. São fatores de risco associados aos mecanismos de transmissão do HIV: variações freqüentes de parceiros sexuais sem uso de preservativo; utilização de sangue ou seus derivados sem controle de qualidade; uso de seringas e agulhas não esterilizadas (como acontece entre os usuários de drogas injetáveis); gravidez em mulher infectada pelo HIV; e recepção de órgão ou sêmen de doadores infectados. É importante ressaltar que o HIV não é transmitido pelo convívio social ou familiar, abraço ou beijo, alimentos, água, picadas de mosquito ou de outros insetos.

Período de incubação - É o período compreendido entre a infecção pelo HIV e a fase aguda ou aparecimento de anticorpos circulantes, podendo variar de poucas semanas até 3 meses. Não há consenso sobre o conceito desse período em aids.

Período de Latência - É o período compreendido entre a infecção pelo HIV e os sintomas e sinais que caracterizam a doença causada pelo HIV (aids). As medianas desse período estão entre 3 a 10 anos, dependendo da via de infecção.

Período de transmissibilidade - O indivíduo infectado pelo HIV pode transmiti-lo durante todas as fases de infecção, sendo esse risco proporcional à magnitude da viremia.

Complicações - Infecções por agentes oportunistas como citomegalovirus, cândida, criptococos, P. carini, T. gondii, T. cruzi, P. brasilensis e Leishmanias. Essas infecções podem ocorrer por reativação de foco endógeno e/ou infecção exógena. Pode haver complicações pelo aparecimento de neoplasias.

Diagnóstico - A detecção laboratorial do HIV é realizada por meio de técnicas que pesquisam anticorpos, antígenos, material genético, através de biologia molecular ou que isolem o vírus (cultura). Na prática, os testes que pesquisam anticorpos (sorológicos) são os mais utilizados. O aparecimento de anticorpos detectáveis por testes sorológicos ocorre num período de 6 a 12 semanas da infecção inicial.

Denomina-se "janela imunológica" esse intervalo entre a infecção e a detecção de anticorpos por técnicas laboratoriais. Neste período, as provas sorológicas podem ser falso-negativas. Devido à importância do diagnóstico laboratorial, particularmente pelas conseqüências de se "rotular" um indivíduo como HIV positivo e para se ter uma maior segurança no controle de qualidade de sangue e derivados, a Coordenação Nacional de DST e AIDS, do Ministério da Saúde, regulamentou os procedimentos (Portaria Ministerial no 488, de 17 de junho de 1998) que devem ser rigorosamente seguidos, de acordo com a natureza de cada situação.

Diagnóstico diferencial - Imunodeficiências por outras etiologias.

Tratamento - Nos últimos anos, foram obtidos grandes avanços no conhecimento da patogênese da infecção pelo HIV; várias drogas anti-retrovirais foram desenvolvidas e se mostram eficazes para o controle da replicação viral, diminuindo a progressão da doença e levando a uma redução da incidência das complicações oportunísticas, uma maior sobrevida, bem como uma significativa melhora na qualidade de vida dos indivíduos. Em 1994, foi comprovado que o uso de zidovudina (AZT) pela gestante infectada durante a gestaçào, bem como pelo recém-nascido, durante as primeiras semanas de vida, pode levar a uma redução de até 2/3 no risco de transmissão do HIV da mãe para o filho.

A partir de 1995, o tratamento com monoterapia foi abandonado, passando a ser recomendação, do Ministério da Saúde, a utilização de terapia combinada com 2 ou mais drogas anti-retrovirais para o controle da infecção crônica pelo HIV. São numerosas as possibilidades de esquemas terapêuticos indicados pela Coordenação Nacional de DST e AIDS, que variam, em adultos e crianças, com curso ou não de germes oportunistas, com tamanho da carga viral e dosagem de CD4+. Por este motivo, recomenda-se a leitura do "guia de tratamento Clínico da Infecção pelo HIV em Adultos e Adolescentes" e do "Guia de Tratamento Clínico da Infecção pelo HIV em Crianças", ambos distribuídos pelo Ministério da Saúde e Secretarias Estaduais de Saúde para Instituições que manejam esses pacientes. Não menos importante é enfatizar que o Brasil é um dos poucos países que financia integralmente a assistência ao paciente com aids, com uma estimativa de gastos, só em medicamentos, em torno de 600 milhões de reais para 1999.

Vigilância Epidemiológica.

Objetivos - Prevenir a transmissão e disseminação do HIV e reduzir a morbi-mortalidade associada à essa infecção.

Notificação - Somente os casos confirmados deverão ser notificados ao Ministério da Saúde.

Definição de caso - Entende-se por caso de aids o indivíduo que se enquadra nas definições adotadas pelo Ministério da saúde: infecção avançada pelo HIV com repercussão no sistema imunitário, com ou sem ocorrência de sinais e sintomas causados pelo próprio HIV ou conseqüentes a doenças oportunistas (infecções e neoplasias). Os critérios para caracterização de casos de aids estão descritos nas publicações: "Revisão da Definição nacional de casos de AIDS em indivíduos com 13 anos ou mais, para fins de Vigilância Epidemiológica"(1998) e "AIDS e infecção pelo HIV na Infância"(1992). Estas definições estão resumidas na tabela abaixo.

Medidas de controle - Prevenção da transmissão sexual: baseia-se na informação e educação visando a prática do sexo seguro, através da redução do número de parceiros e do uso de preservativos. Prevenção da transmissão sangüínea: a) transfusão de sangue: todo o sangue para ser transfundido deve ser obrigatoriamente testado para detecção de anticorpos anti-HIV. A exclusão de doadores em situação de risco aumenta a segurança da transfusão, principalmente por causa da "janela imunológica"; b) hemoderivados: os produtos derivados de sangue, que podem transmitir o HIV, devem passar por processos de tratamento que inative o vírus; c) injeções e instrumentos pérfuro-cortantes: quando não forem descartáveis devem ser meticulosamente limpos para depois serem desinfetados e esterilizados. Os materiais descartáveis, após utilizados, após utilizados, devem ser acondicionados em caixas apropriadas, com paredes duras, para que acidentes sejam evitados. O HIV é muito sensível aos métodos padronizados de esterilização e desinfeção (de alta eficácia). O HIV é inativado através de produtos químicos específicos e do calor, mas não é inativado por irradiação ou raios gama; d) doação de sêmen e órgãos: rigorosa triagem dos doadores; f) transmissão perinatal: uso de zudovidina no curso da gestação de mulheres infectadas pelo HIV, de acordo com esquema padronizado pelo Ministério da Saúde, associado à realizaçào do parto cesáreo, oferece menor risco de transmissão perinatal do vírus. No entanto, a prevenção da infecção na mulher é ainda a melhor abordagem para se evitar a transmissão da mãe para o filho.

Resumo dos critérios de definição de caso de aids em indivíduos com 13 anos de idade ou mais para fins de vigilância epidemiológica

1 - CDC Modificado

Evidência laboratorial da infecção pelo HIV

+

Diagnóstico de determinadas doenças indicativas de aids ou evidência laboratorial de imunodeficiência

2 - Rio de Janeiro/Caracas

Evidência laboratorial da infecção pelo HIV

+

Somatório de, pelo menos, 10 pontos, de acordo com uma escala de sinais, sintomas ou doenças

3 - Critério Excepcional CDC

Ausência de evidência laboratorial da infecção pelo HIV

+

Diagnóstico definitivo de determinadas doenças indicativas de imunodeficiência

4 - critério Excepcional Óbito

Menção de aids em algum campo da declaração de Óbito

+

Investigação epidemiológica inconclusiva

5 - Critério Excepcional ARC + Óbito

paciente em acompanhamento, apresentando ARC

+

Óbito de causa não-externa

Notas explicativas - ARC: aids related complex, ou complexo relacionado à aids. Causas externas de óbito: homicídio, suicídio e acidente; evidência laboratorial da infecção pelo HIV, para fins de vigilância epidemiológica; em pessoas com 13 anos ou mais, que não preencham nenhum dos critérios de definição; caso de aids para esta faixa etária. Dois testes de triagem reagentes (com antígenos ou princípios metodológicos diferentes) + teste confirmatório reagente, ou um teste confirmatório reagente; em pessoas com mais de 13 anos ou mais, que preencham alguns dos critérios de definição de caso de aids por faixa etária. Dois testes de triagem reagentes (com antígenos ou princípios metodológicos diferentes); ou um teste confirmatório reagente.

Observação - São testes de triagem: ELISA (várias gerações, com diversos antígenos), EIA, MEIA, quimioluminescência, teste rápido e teste simples. São testes confirmatórios: imunofluorescência, Western Blot, teste de amplificação de ácidos nucléicos, como, por exemplo, o PCR.

 

HEPATITE A - Aspectos Clínicos e Epidemiológicos Topo da página

Descrição - Doença viral aguda, cujas manifestações clínicas variam desde a ausência de sintomas a formas fulminantes, que são raras (0,1 a 0,2% dos casos). A maior parte das infecções são anictéricas, com sintomas que se assemelham a uma síndrome gripal, mas com elevação das transaminases. Nos casos sintomáticos, observa-se quatro períodos: a) correspondente à incubação do agente. b) com duração em média de 7 dias e caracterizado por mal-estar, cefaléia, febre baixa, anorexia, astenia, fadiga intensa, artralgia, náuseas, vômitos, dor abdominal e aversão a alguns alimentos e à fumaça de cigarro; c) aparecimento de icterícia, com duração em média de 4 a 6 semanas, que surge quando a febre desaparece e é precedida (24 a 48 horas) por colúria. As fezes ficam descoradas ou até acólicas e pode surgir hepato ou hepatoesplenomegalia. Os sintomas do período anterior vão desaparecendo gradativamente. d) período de convalescência, com sensação de bem-estar, desaparece a icterícia, colúria, dor abdominal, fadiga, anorexia. Aparece o prurido cutâneo em conseqüência da icterícia. As formas prolongadas ou recorrentes são raras e caracterizam-se pela manutenção das transaminases em níveis elevados, por meses ou até mesmo um ano. A forma fulminante, embora rara, pode ser grave, com necrose maciça ou submaciça do fígado rapidamente progressiva (10 a 30 dias), com letalidade elevada (80%).

Agente etimológico - Vírus da hepatite tipo A, hepatovírus RNA, família Picornaviridae.

Reservatório - O homem e alguns primatas não humanos (chimpanzés).

Modo de transmissão - Fecal-oral, veiculação hídrica, alimentos contaminados.

Período de incubação - De 15 a 45 dias, média de 30 dias.

Período de transmissibilidade - Desde a 2a semana antes do início dos sintomas, até o final da 2a semana de doença.

Complicações - Quando não ocorre a cura completa, há risco de progredir para formas prolongadas (mais de seis meses). A forma fulminante pode levar a hemorragias de muitos órgãos (pulmões e cérebro, principalmente). Septicemia é rara.

Diagnóstico - Clínico-laboratorial. Os exames inespecíficos mais importantes são: as dosagens de aminotransferases (transaminases); ALT (alanina amino transferase, antes chamada TGP), que, quando estiver 3 vezes maior que o valor normal, sugere hepatite viral, podendo atingir até mais de 2.000UI/I. As bilirrubinas são elevadas e o tempo de protombina pode estar diminuído (indicador de gravidade). Outros exames podem estar alterados, como a glicemia e a albumina (baixas). Os exames específicos são feitos através da identificação dos marcadores sorológicos: infecção aguda anti-HAV IgM (detectada desde o início do quadro clínico); infecção passada anti-HAV (detectada uma semana após o início dos sintomas).

Diagnóstico diferencial - Hepatites por outros agentes infecciosos ou não, doenças hemolíticas, obstruções biliares.

Tratamento - Não requer tratamento específico, apenas sintomático, se necessário.

Características Epidemiológicas - Apresenta-se de forma esporádica e sob a forma de surtos. É freqüente em áreas sem saneamento básico, em instituições fechadas, com baixo padrão de higiene. Nos países subdesenvolvidos, acomete com mais freqüência crianças e adultos jovens; nos desenvolvidos, os adultos. A mortalidade e letalidade são baixas e essa última tende a aumentar com a idade.

Vigilância Epidemiológica

Objetivos - Conhecer a magnitude, a tendência e a distribuição por faixa etária e áreas geográficas. Investigar surtos para adoção de medidas de controle.

Notificação - Os surtos devem ser notificados e investigados.

Definição de caso - a) suspeito sintomático: indivíduo com uma ou mais das seguintes manifestações clínicas agudas: febre, icterícia, mal-estar geral, fadiga, anorexia, náuseas, vômitos, dor abdominal, fezes acólicas, colúria, e que apresenta dosagens de transaminases maior ou igual a três vezes o valor normal. b) Suspeito assintomático: indivíduo sem manifestações clínicas apresentando elevação de transaminases, em qualquer valor. c) Agudo confirmado: paciente que, na investigação sorológica, apresenta o marcador sorológico para hepatite A de fase aguda (anti-HAV IgM) positivo.

Medidas de controle - Saneamento básico, principalmente, o controle da qualidade da água para consumo humano e sistema de coleta de dejetos humanos adequado. Educação em saúde com informações básicas sobre higiene e formas de transmissão da doença, visando evitar novos casos secundários. Adoção de medidas de isolamento entérico do paciente em domicílio, visando a proteção dos familiares. Após investigação epidemiológica e identificação da fonte de contaminação, adotar as medidas de prevenção, como a cloração da água, proteção dos alimentos, entre outros. Os profissionais de saúde devem evitar a contaminação, através da obediência às normas de biossegurança- A vacina protege, mas não está disponível na rede de serviços de saúde do SUS. A Imunoglobulina Anti-Vírus da hepatite A é indicada para os contatos de pessoas com infecção aguda, ou indivíduos acidentados com material biológico, sabidamente contaminado com o vírus.

HEPATITE B - Aspectos Clínicos e Epidemiológicos Topo da página

Descrição - Doença viral aguda com infecções assintomática, sintomáticas e formas graves fulminantes. As formas anictéricas correspondem a 50% das infecções. As agudas sintomática são características por mal-estar, cefaléia, febre baixa, anorexia, astenia, fadiga, artralgia, náuseas, vômitos, dor abdominal e aversão a alguns alimentos e cigarro. Surge icterícia quando a febre desaparece, precedida por colúria e fezes acólicas. Pode aparecer hepatomegalia ou hepatoesplenomegalia. Os sintomas vão desaparecendo paulatinamente. Alguns indivíduos desenvolvem a forma crônica, caracterizada por um processo inflamatório contínuo do fígado, causado pelo vírus B, com duração superior a seis meses. Pode ter início abrupto ou insidioso, fígado aumentado, com consistência endurecida. O sexo masculino é mais propenso a ter a infecção crônica (portador do vírus).

Agente etimológico - Vírus da hepatite B (VHB), hepatovirus, família hepadnaviridae.

Reservatório - O homem. Experimentalmente, chimpanzés.

Modo de transmissão - Através de solução de continuidade (pele e mucosas); relações sexuais; via parenteral (agulhas contaminadas: tatuagens, perfuração de orelha, injeção); transfusão de sangue e derivados; procedimentos odontológicos, cirúrgicos e de hemodiálise; transmissão vertical; contatos íntimos domiciliares.

Período de incubação - De 30 a 180 dias (média em torno de 6 a 90 dias).

Período de transmissibilidade - De 2 a 3 semanas antes dos primeiros sintomas e durante toda a doença. O portador crônico pode ser infectante por vários anos ou pelo resto da vida

Complicações - Cronificação da infecção; cirrose hepática; carcinoma hepatocelular; hemorragias digestiva (causa dos óbitos), septicemia

Diagnóstico - Clínico-laboratorial. Os exames inespecíficos mais importante são as dosagens de aminotransferases (transaminases); ALT (alanina amino transferase, antes chamada TGP), que, quando estiver 3 vezes maior que o valor normal, sugere hepatite viral, podendo atingir até mais de 2.000 UI/L. As bilirrubinas ficam elevadas e o tempo de protombina pode estar diminuído (indicador de gravidade). Outros exames podem estar alterados, como a glicemia e a albumina (baixas). Os exames específicos são feitos através da identificação dos marcadores sorológicos: infecção aguda anti-Hbc IgM, com ou sem HbsAg. Esse último pode ser detectado 2 a 3 meses após a infecção, podendo persistir por 1 a 2 meses. Quando permanece por mais de 6 meses, diagnostica-se a hepatite crônica. A indicação e execução de biópsia hepatite devem ser bastante criteriosas e realizadas por especialista.

Diagnóstico diferencial - Hepatite por outros agentes infecciosos ou não, doenças hemolíticas, obstruções biliares.

Tratamento - Os casos agudos são tratados sintomaticamente. Para os crônicos, ainda não se tem tratamento ideal devido a sua complexidade. Os pacientes devem ser encaminhadas para os serviços de atendimento especializado.

Características Epidemiológicas - Ocorre, com maior freqüência, entre 20 a 40 anos. Nos paises tropicais, a prevalência é alta. No Brasil, as áreas com maior endemicidade são a Amazônica Legal, Espírito Santos e a região oeste de Santa Catarina. Em seguida, vêm as regiões Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste. A taxa de letalidade varia de 0,8 a 2,0% e a mortalidade situa-se em torno de 0,6/ 100.000 habitantes.

Vigilância Epidemiológica

Objetivos - Conhecer a magnitude, tendência e distribuição por faixa etária e áreas geográficas, visando fortalecer as atividades de vacinação em áreas ou grupos de maior risco

Notificação - Todos os casos devem ser notificados e investigados, visando a proteção dos contatos não infectados.

Definição de caso - a) Suspeito sintomático: indivíduo com uma ou mais manifestações clínicas agudas (febre icterícia, mal-estar geral, fadiga, anorexia, náuseas, vômitos, dor abdominal, febre acólicas, colúria) e que apresenta dosagens de transaminases maior ou igual a três vezes ao valor normal. b) Suspeito assintomático: indivíduo sem manifestações clínicas e que apresenta elevação de transaminases, em qualquer valor. c) agudo confirmado: paciente que, na investigação sorológica, apresenta o marcador sorológico para hepatite A de fase aguda (anti-HBc Igm) positivo, com ou sem HbsAg. Contato: Parceiro sexual de paciente infectado; indivíduo que compartilha seringas e agulhas; filhos de mãe positivo; indivíduo que manipula material biológico contaminado ; paciente que compartilhou material cirúrgico ou odontológico contaminado; usuário de hemodiálise e hemoderivados; indivíduos do mesmo domicílio de pessoa contaminada. Portador – indivíduo, sintomático ou assintomático, que conserva o vírus da hepatite B por mais de 6 meses.

Medidas de controle - A vacina é iniciada para todos os indivíduos suscetíveis, independente da idade, principalmente para aqueles que residem ou se deslocam para áreas hiperendêmicas. São grupos prioritários para vacinação: profissionais se saúde, usuários de droga negativos; indivíduos que usam sangue e hemoderivados, presidiários, residentes em hospitais psiquiátricos, homossexuais masculinos e profissionais do sexo. O esquema básico de vacinação é de 1 ml , em adultos, e 0,5 ml , em crianças menores que 11 anos, em 3 doses, sendo a 2ª dose após 30 dias da 1ª dose e a 3ª após 6 meses da 1ª dose . A imunoglobulina humana Anti-vírus da hepatite tipo B, na dose 0,06 ml/kg de peso, é indicada nos seguintes casos: recém-nascidos filhos de mães portadoras do HbsAg; contatos sexuais de portadores ou com infecção aguda; indivíduo acidentados com material contaminado (administrar simultaneamente a vacina).

HEPATITE C - Aspectos Clínicos e Epidemiológicos Topo da página

Descrição - Como as demais hepatite virais, a Hepatite C pode se apresentar sob a forma ictérica grave, como também ser assintomática. Nos casos sintomáticos, observa-se 4 períodos: a) corresponde à incubação do agente; b) caracteriza-se por mal-estar, cefaléia, febre baixa, anorexia, astenia, fadiga, artralgia, náuseas, vômitos, dor abdominal e aversão a alguns alimentos e fumaça de cigarro, que dura, em média, 7 dias; c) aparecimento de icterícia, que dura, em média, 4 a 6 semanas e surge quando a febre desaparece, sendo precedida (24 a 48 horas) por colúria. As fezes ficam descoradas e pode surgir hepato ou hepatoesplenomegalia. Os sintomas do período anterior vão desaparecendo gradativamente; d) é o período de convalescência com sensação de bem-estar, desaparece a icterícia, colúria, dor abdominal, fadiga e anorexia. Aparece o prurido cutâneo, em conseqüência da icterícia. As infecções podem ser persistentes em até 90% dos casos, dos quais, 60% evoluirão para hepatite crônica em 10 – 20 anos, e 40% para doenças hepáticas, entre as quais a mais temida é o carcinoma hepatocelular. Há relatos da forma fulminante, mais são raros. Na maioria dos pacientes, a doença progride lentamente: 20% evoluem para cirrose em 10 anos, com aumento da mortalidade após 20 anos de doença. O risco de cronicidade é de 85%, após a infecção aguda pós- transfusional. A forma fulminante, embora rara, pode ser grave, com necrose maciça ou submaciça do fígado, rapidamente progressiva (10 a 30 dias), com letalidade elevada (80%).

Agente etimológico - É o vírus da hepatite C. É constituído por ácido ribonucléico (RNA), provavelmente pertencente á família Flaviridade e mais próximo do vírus do gênero Pestivírus

Reservatório - O homem. Experimentalmente, o chimpanzé.

Modo de transmissão - Transfusional, principalmente em usuários de drogas endovenosas e usuários de hemodiálise. As transmissões sexual e de mãe-filho são menos freqüentes.

Período de incubação - De 2 semanas a 5 meses (média de 5 a 10 semanas). A transmissão transfusional encurta esse período.

Período de transmissibilidade - Inicia-se 1 semana antes do início dos sintomas da doença aguda. O indivíduo pode se tornar portador crônico.

Complicações - Evolução para formas persistentes prolongadas. Forma fulminantes com hemorragias. Septicemia

Diagnóstico - Clínico- epidemiológico e laboratorial. Os exames inespecíficos mais importantes são as dosagens de aminotransferases (transaminases); ALT(alanina amino transferase, antes chamada TGP), que, quando estiver 3 vezes maior que o valor normal, sugere hepatite viral, podendo atingir até mais de 2.000 UI/L. As bilirrubinas estão elevadas e o tempo de protombina pode estar diminuído (indicador de gravidade). Outros exames podem estar alterados, como a glicemia e a albumina (baixas). Na infecção persistente, o padrão ondulante dos níveis séricos das aminotransferases, especialmente a ALT (TGP), diferentemente da hepatite B, apresenta-se entre seus valores normais ou próximos a eles e valores altos. A definição do agente é feita pelos marcadores sorológicos da hepatite C: Anti-HCV (aparece 3 a 4 meses após a elevação das transaminases, ou 18 dias, dependendo dos testes utilizados) e o RNA- HCV.

Diagnóstico diferencial – Com as outras hepatite virais e tóxicas. Doenças hemolíticas e biliares.

Tratamento - Apenas sintomático.

Características Epidemiológicas – No Brasil, a infecção ocorre, mas ainda não se conhece a sua distribuição e taxas de prevalência – incidência. Sabe-se que predomina em adultos jovens e que a suscetibilidade é geral.

Vigilância Epidemiológica

Objetivos - Conhecer a magnitude. tendência, distribuição por faixa etária e áreas geográficas. Investigar situações com concentração de casos (póstransfusão ou uso de substâncias parenterais), para adoção de medidas de controle.

Notificação - Não está incluída como doença de notificação compulsória. Os casos devem ser registrados para que se estabeleça a magnitude e se possa investigar seu nexo com transfusões de sangue e uso de hemoderivados.

Definição de caso - a) Suspeito sintomático: indivíduo com uma ou mais manifestações clinicas agudas (febre, icterícia. mal-estar geral, fadiga, anorexia, náuseas, vômitos, dor abdominal, fezes acólicas, colúria) e que apresenta dosagens de transaminases maior ou igual a três vezes o valor normal. b) Suspeito assintomático: indivíduo assintomático e sem história clínica sugestiva de hepatite viral, que apresenta dosagem de transaminases elevadas, em qualquer valor. c) Agudo confirmado: paciente que, na investigação sorológica, apresenta um ou mais marcadores sorológicos para hepatite C positivos. Contato: parceiro sexual de paciente infectado: pessoa que compartilha seringas e agulhas contaminadas; individuo que manipula e ou fora acidentado com sangue ou material biológico contaminado; paciente submetido a procedimentos cirúrgicos ou odontológicos. que tenha compartilhado instrumental contaminado; receptor de sangue e/ou hemoderivados contaminados: usuário de hemodiálise; e pessoa que convive no mesmo domicílio de um paciente diagnosticado. Portador: indivíduo que conserva o vírus da hepatite C por mais de 6 meses. Pode ser clinicamente sintomático ou assintomático, com transaminases “normais” ou aumentadas.

Medidas de controle - Os profissionais de saúde devem seguir as normas de biossegurança. Os portadores e doentes devem ser orientados para evitar a disseminação do vírus, adotando medidas simples, tais como: uso de preservativos nas relações sexuais, não doar sangue, uso de seringas descartáveis evitando o compartilhamento: os serviços de hemoterapia (hemocentros e Bancos de Sangue), de doenças sexualmente transmissíveis e de saúde do trabalhador devem notificar os portadores por eles diagnosticados e encaminhá-los ao serviço de Vigilância Epidemiológica municipal ou estadual, para completar a investigação e receber assistência médica.

HEPATITE D - Aspectos Clínicos e Epidemiológicos Topo da página

Descrição - Como as outras hepatite, a hepatite D pode se apresentar sob a forma ictérica grave ,como também ser assintomática. Nos casos sintomáticos, observa-se 4 períodos: a) corresponde á incubação do agente; b) com duração média de 7 dias e caracterizado por mal-estar, cefaléia, febre baixa, anorexia, astenia, fadiga, artralgia, náuseas, vômitos, dor abdominal e aversão a alguns alimentos e fumaça de cigarro; c) aparecimento de icterícia, que dura, em média, 4 a 6 semanas, surge quando a febre desaparece e é precedida (254 a 48 horas) por colúria. As febres ficam descoradas ou até acólicas, e pode surgir hepatomegalia ou hepatoesplenomegalia. Os sintomas do período anterior vão desaparecendo gradativamente; d) é o período de convalescência, há sensação de bem-estar, desaparecem a icterícia, colúria, dor abdominal, fadiga, anorexia. As formas fulminantes não são raras.

Agente etimológico - É uma partícula viral nutrida com o HbsAg, mas que não é DNA, como o da hepatite B, pois é constituída por RNA que não consegue, por si só, se replicar nas células hepáticas, necessitando da presença do vírus da hepatite B.

Reservatório - O homem. O chimpanzé, especialmente, quando previamente infectado pelo vírus B e também as marmotas, se estiverem infectadas pelo vírus da hepatite das marmotas.

Modo de transmissão - Semelhante ao da hepatite B, ou seja, através de solução de continuidade (pele e mucosa; relações sexuais; via parenteral, agulhas contaminadas: tatuagens, perfuração de orelha, injeção); transfusão de sangue e derivados; procedimentos odontológicos, cirúrgicos e de hemodiálise; transmissão vertical; contatos íntimos domiciliares.

Período de incubação - Ainda não definido para os seres humanos.

Período de transmissibilidade - 1 semana antes do início dos sintomas da infecção conjunta (VHD e VHB). Quando ocorre superinfecção, não se conhece esse período.

Complicações - Evolução para formas persistentes prolongadas. Forma fulminante com hemorragias. Septcemia.

Diagnóstico - Clínico-laboratorial. Os exames inespecíficos mais importantes são as dosagens de aminotransferases transaminases); ALT (alanina amino transferase, antes chamada TGP), que quando estiver 3 vezes maior que o valor normal, sugere hepatite viral, podendo atingir até mais de 2.000 UI/L. As bilirrubinas estão elevadas e o tempo de protombina pode estar diminuído (indicador de gravidade). Outros exames podem estar alterados, como a glicemia e a albumina (baixas). Os marcadores sorológicos são HbsAg, Anti–HDV e RNA–HDV. Na infecção aguda, o diagnóstico é dado pela presença de HbsAG e o anti–Delta IgM.

Diagnóstico diferencial – Com as outras hepatite virais e tóxicas. Doenças hemolíticas e biliares.

Tratamento - Apenas sintomático.

Características Epidemiológicas – No Brasil, a região Amazônica, particularmente na parte ocidental, tem registro de maior número de casos, sendo considerada de alta endemicidade. Já se tem registro de casos em São Paulo e Rio de Janeiro.

Vigilância Epidemiológica

Objetivos - Conhecer a magnitude, tendência, distribuição por faixa etária e áreas geográficas; vacinar a população residente em áreas endêmicas.

Notificação - Ainda não está selecionada como doença de notificação compulsória. Entretanto os casos devem ser registrados para que se estabeleça a magnitude da ocorrência e se possa investigar seu nexo com transfusões de sangue e uso de outros hemoderivados.

Definição de caso - a) Suspeito sintomático: indivíduo com uma ou mais manifestações clínicas agudas (febre, icterícia, mal-estar geral, fadiga, anorexia, náuseas, vômitos, dor abdominal, fezes acólicas, colúria) e que apresenta dosagens de transaminases maior ou igual a três vezes o valor normal. b) Suspeito assintomático: indivíduo assintomático e sem história clínica sugestiva de hepatite viral, que apresenta dosagem de transaminases elevadas, em qualquer valor. c) Agudo confirmado: paciente que, na investigação sorológica, apresenta um ou mais marcadores sorológicos para hepatite D positivos, isto é, HbsAg, Anti-Delta Igm. Contato: parceiro sexual de paciente infectado: pessoa que compartilha seringas e agulhas contaminadas; individuo que manipula e ou fora acidentado com sangue ou material biológico contaminado; paciente submetido a procedimentos cirúrgicos ou odontológicos, que tenha compartilhado instrumental contaminado; receptor de sangue e/ou hemoderivados contaminados: usuário de hemodiálise; e pessoa que convive no mesmo domicílio de um paciente diagnosticado. Portador: indivíduo que conserva o vírus da hepatite B/D por mais de 6 meses. Pode ser clinicamente sintomático ou assintomático, com transaminases “normais” ou aumentadas.

Medidas de controle - A vacina contra a hepatite B protege contra a hepatite D (1 ml para adultos e 0,5 ml para menores de 11 anos), em 3 doses, sendo a 2ª e a 3ª doses aplicadas, respectivamente, 1 e 6 meses após a 1ª. Os profissionais de saúde devem seguir as normas de biossegurança. Os portadores e doentes devem ser orientados para evitar a disseminação do vírus. Adotando medidas simples, tais como: uso de preservativos nas relações sexuais. Não doar sangue, uso de seringas descartáveis, evitando o compartilhamento; os serviços de hemoterapia (hemocentros e Bancos de Sangue), de doenças sexualmente transmissíveis e de saúde do trabalhador devem notificar os portadores por eles diagnosticados e encaminha-los ao serviço de vigilância Epidemiológica municipal ou estadual, para completar a investigação e receber assistência médica.


Texto extraído do: Guia de Bolso - Doenças infecciosas e Parasitárias do Ministério da Saúde - Fundação Nacional de Saúde - Centro Nacional de Epidemiologia - 1999. Reproduzido por permissão implícita.




Tuberculose Topo da página

Tratamento interrompido fortalece o bacilo e pode trazer de volta a doença que causou pavor no passado.

 

O que é?

Doenças graves, transmitidas pelo ar, que pode atingir todos os órgãos do corpo, em especial nos pulmões. O microorganismo causador da doença é o bacilo de Koch, cientificamente chamado Mycobacterium tuberculosis.

Processo de disseminação da tuberculose

 

1º passo

Apesar de também atingir vários órgãos do corpo, a doença só é transmitida por quem estiver infectado com o bacilo nos pulmões.

2º passo


A disseminação acontece pelo ar. O espirro de uma pessoa infectada joga no ar cerca de dois milhões de bacilos. Pela tosse, cerca de 3,5 mil partículas são liberadas.

3º passo


Os bacilos da tuberculose jogados no ar permanecem em suspensão durante horas. Quem respira em um ambiente por onde passou um tuberculoso pode se infectar.

 

A tuberculose pulmonar

Processo inflamatório

O indivíduo que entra em contato pela primeira vez com o bacilo de Koch não tem, ainda, resistência natural. Mas adquire. Se o organismo não estiver debilitado, consegue matar o microorganismo antes que este se instale como doença. É, também, estabelecida a proteção contra futuras infecções pelo bacilo.

 

Tuberculose primária

Após um período de 15 dias, os bacilos passam a se multiplicar facilmente nos pulmões, pois ainda não há proteção natural do organismo contra a doença. Se o sistema de defesa não conseguir encurralar o bacilo, instala-se a tuberculose primária, caracterizada por pequenas lesões (nódulos) nos pulmões.

 

Caverna tuberculosa

Com o tempo e sem o tratamento, o avanço da doença começa a provocar sintomas mais graves. De pequenas lesões, os bacilos cavam as chamadas cavernas tuberculosas, no pulmão, que costumam inflamar com freqüência e sangrar. A tosse, nesse caso, não é seca, mas com pus e sangue. É a chamada hemoptise.

 

Por que nos pulmões?

 

Como o bacilo de Koch se reproduz e desenvolve rapidamente em áreas do corpo com muito oxigênio, o pulmão é o principal órgão atingido pela tuberculose.

 

Sintomas

  • Tosse crônica (o grande marcador da doença é a tosse durante mais de 21 dias);
  • Febre;
  • Suor noturno (que chega a molhar o lençol)
  • Dor no tórax;
  • Perda de peso lenta e progressiva;
  • Quem tem tuberculose não sente fome, fica anoréxico (sem apetite) e com adinamia (sem disposição para nada).

Tratamento

A prevenção usual é a vacina BCG, aplicada nos primeiros 30 dias de vida e capaz de proteger contra as formas mais graves da doença. Se houver a contaminação, o tratamento consiste basicamente na combinação de três medicamentos: rifampicina, isoniazida e pirazinamida. O tratamento dura em torno de seis meses. Se o tuberculoso tomar as medicações corretamente, as chances de cura chegam a 95%. É fundamental não interromper o tratamento, mesmo que os sintomas desapareçam.

Tuberculose resistente

Atualmente, consiste na principal preocupação mundial em relação à doença. O abandono do tratamento faz com que os bacilos tornem-se resistentes aos medicamentos e estes deixam de surtir efeito. A tuberculose resistente pode desencadear uma nova onda da doença virtualmente incurável em todo o mundo.

Números da doença

  • 1/3 da população mundial está infectado com o bacilo da tuberculose;
  • 45 milhões de brasileiros estão infectados;
  • 5% a 10% dos infectados contraem a doença;
  • 30 milhões de pessoas no mundo podem morrer da doença nos próximos dez anos;
  • 6 mil brasileiros morrem de tuberculose por ano.

Situação da tuberculose

Os números da tuberculose mostram que ela está mais ativa do que nunca - no mundo, no Brasil, e especialmente no estado do Rio -, contrariando a impressão, ainda comum na sociedade, de que esta é uma doença do passado. A seguir, dados que não deixam dúvida sobre a gravidade da doença e a necessidade urgente de uma política pública mais eficaz no combate à tuberculose.

  • Cada pessoa que desenvolve tuberculose pode infectar cerca de outras 15 por ano, apenas respirando
  • De 5 a 10% das pessoas infectadas pelo bacilo adoecerão
  • A cada segundo uma pessoa é infectada pelo bacilo da tuberculose no mundo
  • A cada ano morrem de tuberculose 2 milhões de pessoas no mundo
  • Até fevereiro deste ano, o Brasil registrou 1466 casos da tuberculose multirresistente (mais resistente aos medicamentos tradicionais, que exige tratamento mais demorado e medicamento mais caro)
  • A tuberculose resistente a medicamentos se propaga no mundo a um ritmo sem precedentes, segundo pesquisa sobre a doença realizada pela Organização Mundial de Saúde. O estudo considera a tuberculose resistente uma das maiores ameaças à saúde pública global
  • Estima-se que, entre 2002 e 2020, cerca de um milhão de pessoas serão infectadas, mais de 150 milhões adoecerão e 36 milhões morrerão da doença em todo o planeta
  • 22 países concentram 80% dos casos de tuberculose no mundo e o Brasil é o 15o deles
  • Uma pessoa morre de tuberculose a cada 15 segundos
  • Um terço da população mundial está infectada
  • Rio de Janeiro e Amazonas são os estados que possuem as maiores incidências de tuberculose
  • São esperados 19 mil novos casos no estado do Rio em 2004
  • É a infecção que mais mata mulheres.
  • Mulheres morrem mais de tuberculose que de mortalidade materna
  • Todo ano, 8 milhões de pessoas desenvolvem tuberculose e 2 milhões morrem, sendo que destas 250 mil são crianças.



TOXOPLASMOSE
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A mais grave é transmitida de mãe para filho. Em cada mil crianças nascidas no Distrito Federal, 14 apresentam complicações causadas pela doença


O QUE É

Doença parasitária grave provocada por um protozoário. Pode provocar lesões neurológicas e nos olhos que resultam em seqüelas graves como cegueira, retardo mental e deformidades congênitas.

AGENTE CAUSADOR

 

O protozoário Toxoplasma gondii pode atacar, além do homem, animais domésticos (o gato é o principal hospedeiro) e selvagens, inclusive aves.

 

DOENÇA

O gato, principal responsável pela contaminação de homens e animais, contrai a doença ao comer carnes cruas contaminadas (de ratos ou pássaros infectados). No intestino do felino, os protozoários se desenvolvem e são eliminados pelas fezes, as quais podem infectar outros animais inclusive o homem.

CONTÁGIO INDIRETO

Acontece devido à ingestão de carne com protozoário. O gado e o porco, por exemplo, podem se contaminar e transmitir a doença por meio da carne, quando mal cozida.

 

CONTÁGIO DIRETO

Pode ocorrer devido à inalação de protozoários presentes no solo, alimentos, fezes e contato com gatos, pombos e roedores. Transfusões de sangue e transplantes de pacientes contaminados podem transmitir a doença.