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  Teste Anti-HIV anônimo e gratuito Topo da página  
     
  Se você passou por situações de risco e deseja realizar o teste anti-HIV, procure os Centros de Testagem e Aconselhamento Sorológico (COAS) do Programa Estadual DST/AIDS. No COAS qualquer cidadão pode solicitar gratuitamente e de forma anônima a sorologia para diagnóstico de infecção pelo vírus HIV, Sífilis e Hepatites B e C. Na capital, você pode realizar seu teste no Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS - Rua Santa Cruz, 81, Vila Mariana, das 8h00 às190h00. Maiores informações pelos tel. 5087-9833 e 5087-9831 ou pelo serviço gratuito Disquem DST/AIDS: 0800.162550.  
     
  É importante saber que:  
     
 
  • A decisão de fazer o teste é estritamente pessoal. Nos CTA (Centro de Testagem Anônima) ou COAS (Centro de Orientação e Apoio Sorológico) não é necessário identificar-se. O resultado do teste será comunicado exclusivamente ao usuário do serviço de testagem.
  • Peça informação e orientação ao profissional de saúde caso tenha dúvidas sobre o resultado do teste. Se der positivo, será realizado um encaminhamento médico.
  • O teste anti-HIV e os medicamentos anti-retrovirais (coquetel) são gratuitos.
 
     
 
Centros de Testagem e Aconselhamento Topo da página
 
     
  Município de São Paulo  
     
  CRT DST/Aids. R. Santa Cruz, 81. Tel. 5087-9833 - 2ª a 6ª , 8 às 19h.
COAS Henfil. R. Líbero Badaró, 144. Tel. 3241-2224. 2ª a 6ª, 7 às 19h.
COAS I. I. Emílio Ribas. Av. Dr. Arnaldo, 165. Tel. 3061.5633. 2a, 3a, 5a, 6a, 12h30 às 15h.
COAS Lapa. R. Tomé de Souza, 30. Tel. 3832-2551. 2ª a 6ª, 7 às 19h.
COAS Pinheiros. R. Ferreira de Araújo, 789. Tel. 3813.7462. 2ª a 6a, 8 às 17h.
COAS Pirituba. Av. Paula Ferreira, 2079. Tel. 3978.1213. 2ª a 6ª, 7 às 19h.
COAS São Miguel. R. Eng. Manuel Osório, 151. Tel. 6297-6052. 2ª a 6ª, 7 às 20h.
COAS Sto Amaro. R. Promotor Gabriel Netuzzi Perez, 159. Tel. 5686-9960. 2ª a 6ª feira, 7 às 19h.
 
     
  Grande São Paulo  
     
  COAS Barueri. R. Benedita Guerra Zendron, 268. Tel. 4198-4022. 2ª a 6a, 8 às 17h.
COAS Diadema. R. Felipe Camarão, 287. Tel. 4051.3792. 2ª a 6ª, 8 às 17h.
COAS Franco da Rocha. Av. Coqueiros, s/n. Tel. 4449-5111. 2ª a 6a., 7 às 18h.
COAS Itapecerica da Serra. Av. Niterói, 67. Tel. 4666-5122. 3ª 5ª, 9 às 11h.
COAS Jundiaí. R. Conde Monsanto, 480. Tel. 7396.2402. 3ª a 6ª, das 8 às 17h.
COAS Mauá. R. Prefeito Américo Pinella, 171. Tel. 4514.1692. 2ª a 6ª, 7 às 15h.
COAS Osasco. R. Getúlio Vargas, 889. Tel. 3686-4763 e 4000(policlínica). 2ª a 6a, das 7h30 às 16h30.
COAS São Bernardo do Campo. R. Armando Ítalo Setti, 402. Tel. 4125-6535. 3a, e 5a, 9 às 11h.
COAS Sto André. R. das Silveiras, 73. Tel. 4994.0835. 2a, 4a, 6a, 8h30 às 10h.
COAS Suzano. Av. Paulo Portella, 205. Tel. 4747.1741. 3ª a 6ª, das 7h30 às 10h30.
 
     
  Baixada Santista  
     
  COAS Betinho/São Vicente. R. Ipiranga, 353. Tel. 13.3467.7952. 2ª a 6ª, 8 às 17h.
COAS Guarujá. Av. São João, 145. Tel. 13.3352.2666. 2ª a 6a, 8 às 14h.
COAS Praia Grande. Av. Presidente Kennedy, 2030. Tel. 13.3473.3344. 2a a 6a, 7 às 17h.
COAS Santos. Praça Rui Barbosa, 23 4º andar. Tel. 13.3219.6050. 2a a 6a, 7h30 às18h.
 
     
  Interior  
     
  COAS Assis. R. Cândido Mota, 68. Tel. 18.3324-2620. 2a a 6a, 8 às 18h.
COAS Bauru. R. Quintino Bocaiuva, 545. Tel. 14. 234.5331 ou 235-1468. 2ª a 6a, 12 às 17h.
COAS Campinas. R. Pe. Vieira, 954. Tel. 19. 3236.3711. 2ª a 6a, 8 às 17h.
COAS Franca. R. Comandante Salgado, 1455. Tel. 16.3721.3744. 2a. a 6a, 7 às 13h.
COAS Jaú. Av. Zezinho de Magalhães, 1660. Tel. 14.621.2151. 2a a 6a, 7 às 17h.
COAS Marília. Rua Santo Antônio, 1669. Tel. 14.433.8002. r.217. 2ª a 6a, 7 às 17h.
COAS Ourinhos. R. Dona José Maria, 385. Tel. 14.3322.2122. 2ª a 6a, 8 às 20h.
COAS Presidente Prudente. Av. Coronel José Soares Marcondes, 2357. Tel. 18. 221.1167 - r. 240. 3ª a 5a/ 8 às 17h.
COAS Rio Claro. R. 05, 1241. Tel. 19.523.3232. 2ª a 6ª, 8 às 17 h.
COAS Ribeirão Preto. Av. Jerônimo Gonçalves, 466. Tel. 16. 610.5858. 2ª a 6a/ 7 às 16h.
COAS São José dos Campos. R. Antonio Moraes de Barros, 122. Tel. 12. 3922.9649. 2ª a 6a, 7 às 17h
COAS São José do Rio Preto. Av. Alberto Andaló, s/n. Tel. 17. 231.9939. 2ª a 6a/ 7 às 17h.
COAS Sorocaba. R. da Penha, 770. Tel. 15. 232.2200. 2ª a 6a/ / 8 às 17h.
 
     
     
 
 


O QUE SÃO AS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

As doenças sexualmente transmissíveis, mais conhecidas por DST, são causadas por vírus e outros micróbios e transmitidas através de relações sexuais sem preservativos

.As relações sexuais são normais e saudáveis, porém, é necessário utilizar preservativos, essa a única forma de evitar a DST.
Os portadores de doenças sexualmente transmissíveis são pessoas normais e, aparentemente, não demonstram nenhum sintoma, é comum o portador não saber que tem DST, por isso, a transmissão pode ocorrer a qualquer momento, havendo relação sexual sem camisinha.

 A presença de DST pode ser notada através de sinais e sintomas que são notados somente pela própria pessoa. Os sinais são visíveis por isso são mais comuns em homens, que tem seu órgão genital exposto. As mulheres também tem sinais que, na maioria dos casos, só são vistos pelo ginecologista. Mas as DST também apresentam sintomas, que são perceptíveis tanto em homens quanto em mulheres.

SINAIS DE DST

 

SINTOMAS DE DST

Os principais SINAIS de DST aparecem normalmente nos órgãos genitais e são:

- Feridas ou úlceras - as feridas aparecem onde o micróbio da doença entrou no corpo. Assim, aparecem nos órgãos genitais ou em qualquer parte do corpo usada durante a relação sexual, podem ser ou não doloridas e nem sempre coçam ou incomodam. Podem aparecer isoladamente ou em grande número.
Vale ressaltar que as feridas aumentam o risco de adquirir outras doenças, inclusive a AIDS.

Corrimentos - os corrimentos aparecem nos órgãos genitais dos homens e das mulheres. Podem ser.

 

amarelados como pus, esbranquiçados ou esverdeados. Alguns têm cheiro forte e ruim e podem ou não causar dor durante a relação sexual ou ardência ao urinar

Já os SINTOMAS podem ser:

 - Ardência ou coceira - são sintomas que aparecem ao urinar ou durante as relações sexuais. Há pessoas que apresentam os dois sintomas, outras apresentam um só, e outras que não sentem nada.
- Dor ou mal-estar - A dor ou mal-estar podem ser sentidos embaixo do umbigo, na parte mais baixa da barriga, durante asrelações sexuais ou ao urinar.


Algumas doenças apresentam sintomas específicos, para saber mais, leia o artigo

     

DIAGNÓSTICO E PREVENÇÃO

Para saber se você tem DST, primeiramente, fique atento aos sintomas e sinais, ardência, coceira, dor, feridas e/ou corrimentos, caso perceba a presença de algum desses sintomas ou sinais, procure um médico ginecologista ou urologista. Somente o médico é capaz de identificar a DST e indicar um tratamento eficaz.

E lembre-se, "Prevenir é melhor do que remediar", portanto, sempre que tiver uma relação sexual, use CAMISINHA.


HPV - HUMAN PAPILOMA VÍRUS - (VÍRUS DO PAPILOMA HUMANO) Topo da página

O HPV é um vírus transmitido na grande maioria das vezes pelo contato sexual. Afeta o genital tanto masculino como feminino. Ele causa uma doença chamada Condiloma, vulgarmente referida como "Crista de Galo".

Existem mais de 80 sorotipos de HPV. Enquanto alguns deles causam apenas verrugas comuns pelo corpo, outros infectam a região genital , podendo ocasionar lesões que, se não tratadas, podem se transformar em câncer genital, tanto no homem quanto na mulher.

Uma das características desse vírus é que ele pode ficar instalado no corpo humano por muitos anos sem se manifestar. Apenas em determinadas situações, como na gravidez ou quando ocorre uma queda na defesa imunológica do organismo este então surge causando lesões. Na maioria das vezes a infecção pelo HPV não apresenta sintomas. Geralmente esta infecção não resulta em câncer , mas já foi constatado que a grande maioria das mulheres que tem câncer do colo uterino foram antes infectadas por este vírus. No Brasil, cerca de 7.000 mulheres morrem anualmente por este tipo de tumor.

 Em seus estágios iniciais, a doença causada pelo HPV pode ser tratada com sucesso impedindo que o indivíduo tenha maiores complicações no futuro. Portanto, a melhor arma contra HPV é a prevenção, buscando-se o diagnóstico e tratamento precoces.

     

COMO SE PREVENIR?

Como em qualquer doença transmitida pelo sexo, é preciso que se tomem alguns cuidados:

- Manter adequados hábitos higiênicos;
- Ter parceiro fixo ou reduzir o número de parceiros;
- Usar preservativos em todas as relações sexuais;
- Visitar regularmente o ginecologista para manter-se em dia com a prevenção.

     

COMO POSSO SABER SE TENHO HPV?


Este vírus pode ser detectado através dos seguintes exames:

Papanicolau - é conhecido como o exame preventivo. Ele não detecta o vírus, mas sim as alterações que ele pode causar nas células.

Colposcopia - é um exame feito por aparelho chamado colposcópio, que aumenta o poder de visão do médico, permitindo identificar as lesões não visíveis ao olho nu.

Biópsia - é a retirada de um pequeno fragmento de tecido para análise.

Captura Híbrida - é o exame mais moderno para fazer o diagnóstico do HPV. A Captura Híbrida consegue diagnosticar a presença do vírus mesmo antes da paciente apresentar qualquer sintoma ou lesão. Esse é o único exame capaz de confirmar a presença do vírus mesmo na ausência de lesões.

     

POR QUE FAZER A CAPTURA HÍBRIDA?

O resultado da Captura Híbrida não mudará o tratamento, mas trará algumas informações extras para o segmento da terapêutica, pois a Captura Híbrida é capaz de dosar a quantidade de HPV na genitália bem como dizer qual o sorotipo em questão. Pode-se classificá-lo entre o sorotipo mais ou menos oncogênico (capaz de causar câncer). Por ser um exame caro e não coberto por muitos planos de saúde, sua realização ainda é opcional, apesar de recomendável.

     

COMO DEVO ME PREPARAR PARA EXAME DE CAPTURA HÍBRIDA?

- Não ter relações sexuais três dias antes do exame;
- Não estar menstruada;
- Não ter usado qualquer tipo de ducha ou creme vaginal na última semana.

     

COMO SE COLHE O MATERIAL?

O exame de Captura Híbrida é muito simples e não causa dor. Segue os mesmos procedimentos que se usa para outros exames ginecológicos. É colhido com o auxílio de uma escova que coleta amostras de secreção do colo uterino, da vagina ou vulva. Após o exame a escova é colocada em um tubo com líquido especial e enviada ao laboratório.
Também pode ser colhido pela própria mulher em casa ou no trabalho.

     

COMO É O TRATAMENTO PARA HPV?


O tratamento depende de diversos fatores tais como:
- A idade do paciente;
- O local e o número de lesões;
- Se a mulher está grávida ou apresenta alguma doença.

Após o tratamento é necessário um acompanhamento trimestral por pelo menos um ano.

Existem várias formas de tratar a infecção do HPV. A maioria delas destruirá o tecido doente:

Criocirurgia - tratamento feito com um instrumento que congela e destrói o tecido anormal.

Laser - utilizado em alguns tipos de cirurgia para cortar ou destruir o tecido onde estão as lesões.

CAF (Cirurgia de Alta Freqüência) - feito com um instrumento de alta freqüência elétrica capaz de remover e cauterizar a lesão simultânea e instantaneamente. É a mais moderna técnica de tratamento disponível no momento.

ATA (Ácido Tricloroacético) - é um ácido muito forte a ser aplicado pelo médico diretamente nas lesões.
Conização - é a retirada de uma “tampa” do colo uterino em forma de cone com auxílio do bisturi, do laser ou do CAF.
Medicamentos - em algumas situações podem-se utilizar medicamentos que melhoram o sistema de defesa do organismo.


 

 SÍFILIS

CONCEITO

Topo da página

A sífilis é uma doença infecciosa, sistêmica, de evolução crônica, sujeita a surtos de agudização e períodos de latência.

AGENTE ETIOLÓGICO

O Treponema pallidum é um espiroqueta de transmissão essencialmente sexual ou materno-fetal, podendo produzir, respectivamente, a forma adquirida ou congênita da doença.

CLASSIFICAÇÃO

·        Sífilis adquirida recente (com menos de um ano de evolução):

primária,

secundária e

latente recente;

·        Sífilis adquirida tardia (com mais de um ano de evolução):

latente tardia e

terciária;

·        Sífilis congênita recente (diagnosticados até o 2º ano de vida);

·        Sífilis congênita tardia (diagnosticados após o 2º ano de vida).

Sífilis Primária ou Cancro Duro

O cancro duro classicamente caracteriza-se pela presença de lesão rosada ou ulcerada, geralmente única, pouco dolorosa, com base endurecida, fundo liso, brilhante e secreção serosa escassa. A lesão aparece entre 10 e 90 dias (média de 21) após o contato infectante. É acompanhada de adenopatia regional não supurativa, móvel, indolor e múltipla. No homem aparece com maior freqüência na glande e sulco bálano-prepucial. Na mulher é mais comum nos pequenos lábios, paredes vaginais e colo uterino. São raras, porém factíveis, as lesões de inoculação em outras áreas que não a genital.

Sífilis Secundária

Geralmente caracteriza-se pela presença de lesões cutâneo-mucosas, não ulceradas, após 6 a 8 semanas do aparecimento da sífilis primária (cancro duro). As lesões são geralmente acompanhadas de micropoliadenopatia generalizada e ocasionalmente há artralgias, febrícula, cefaléia e adinamia. Mais raramente observa-se comprometimento hepático e ocular, como uveíte. Dentre estas lesões, são comuns:

·        manchas eritematosas (roséolas), de aparecimento precoce, podendo formar exantema morbiliforme;

·        pápulas de coloração eritemato-acastanhada, lisas a princípio, e posteriormente, escamosas, conhecidas como sifílides papulosas. A localização destas lesões nas superfícies palmo-plantares sugere fortemente o diagnóstico de sífilis secundária;

·        alopécia, mais observada no couro cabeludo e nas porções distais das sobrancelhas;

·        lesões elevadas em platô, de superfície lisa, nas mucosas (placas mucosas);

·        lesões pápulo-hipertróficas nas regiões de dobras ou de atrito (condiloma plano).

Sífilis Latente (recente e tardia)

É a forma da sífilis adquirida na qual não se observam sinais e sintomas clínicos e, portanto, tem o seu diagnóstico feito por meio de testes sorológicos. Sua duração é variável, e seu curso poderá ser interrompido com sinais e sintomas da forma secundária ou terciária.

Sífilis Terciária

Os sinais e sintomas geralmente ocorrem após 3 a 12 anos de infecção, principalmente por lesões cutâneo-mucosas (tubérculos ou gomas), neurológicas ("tabes dorsalis", demência), cardiovasculares (aneurisma aórtico) e articulares (artropatia de Charcot).

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

Sífilis primária: cancro mole; herpes genital; donovanose; linfogranuloma venéreo.

Sífilis secundária: farmacodermias; doenças exantemáticas não vesiculosas; hanseníase virchowiana; colagenoses.

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL

Pesquisa direta

Este exame exige técnica específica de coleta para microscopia em campo escuro. Indicado para material de lesão ulcerada suspeita, podendo também ser positivo para material do condiloma plano e das placas mucosas da fase secundária.

Sorologia não treponêmica

VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) ou RPR (Rapid Plasm Reagin), são exames qualitativos e quantitativos, sendo importantes para o diagnóstico e seguimento pós-terapêutico, devendo ser solicitados sempre que se suspeitar do diagnóstico de sífilis em qualquer de suas fases, para todos os pacientes portadores de DST e na rotina do pré-natal.

O VDRL tende a tornar-se reativo a partir da segunda semana a partir do aparecimento do cancro (sífilis primária) e, via de regra, está mais elevado na fase secundária da doença. Os títulos tendem à redução a partir do primeiro ano de evolução da doença, podendo mesmo negativar-se sem tratamento. Instituído o tratamento correto, tende a negativar-se entre 9 e 12 meses, podendo, no entanto, permanecer com títulos baixos por longos períodos de tempo ou até por toda a vida; é o que se denomina "memória" ou "cicatriz" sorológica.

Assim, títulos baixos podem representar doença muito recente ou muito antiga, tratada ou não. As dúvidas poderão ser esclarecidas pela anamnese, pelo exame físico e pela repetição periódica dos testes não treponêmicos (dois títulos baixos em intervalo de 30 dias excluem sífilis recente) ou pela realização de provas de sorologia treponêmica qualitativas; estas, se negativas, excluem sífilis em atividade; se positivas, a dúvida pode permanecer, sendo recomendável, então, repetir o tratamento.

Três títulos sucessivamente baixos (menores ou iguais a 1/8), sem qualquer indício de reinfecção, é indicativo de "memória" sorológica. O paciente poderá receber alta e deverá ser esclarecido para o fato de que por muito tempo, ou até por toda a vida, apresentará sorologia não treponêmica reativa. Desta forma, em qualquer situação, fica o serviço ou o profissional de saúde com a responsabilidade de, se necessário, emitir atestado explicando o fenômeno e a inexistência de doença ativa.

Sorologia Treponêmica

Por meio de imunofluorescência com o FTA-Abs (Fluorescent Treponema Antigen Absorvent) e o MHATP (Microhemaglutinação para Treponema pallidum), são qualitativos, e importantes para a confirmação da infecção. Desde que os anticorpos treponêmicos tendem a permanecer no soro mais longamente do que os anticorpos não treponêmicos ou lipídicos e, quando respondem à terapêutica, o fazem muito mais lentamente, não se prestam para o acompanhamento. Podem ocorrer resultados falso positivos em algumas situações, como: hanseníase, malária, mononucleose, leptospirose, lúpus eritematoso sistêmico.

TRATAMENTO

·        Sífilis primária: Penicilina Benzatina 2.4 milhões U.I., via intramuscular, em dose única (1.2 milhão U.I. em cada glúteo).

·        Sífilis recente secundária e latente: Penicilina Benzatina 2.4 milhões U.I., via intramuscular, repetida após 1 semana. Dose total de 4.8 milhões U.I.

·        Sífilis tardia (latente e terciária): Penicilina Benzatina 2.4 milhões U.I., intramuscular, semanal, por 3 semanas. Dose total de 7.2 milhões U.I.

Após a dose terapêutica inicial, em alguns casos, poderá surgir a reação febril de Jarisch - Herxheimer, com exacerbação das lesões cutâneas, geralmente exigindo apenas cuidados sintomáticos; ocorre involução espontânea em 12 a 48 horas. Não se justifica a interrupção do esquema terapêutico. Essa reação não significa hipersensibilidade à droga, entretanto, todo paciente com sífilis submetido à terapêutica penicilínica deve ser alertado quanto à possibilidade de desenvolver tal reação.

RECOMENDAÇÕES

·        Os pacientes com manifestações neurológicas e cardiovasculares devem ser hospitalizados e receber esquemas especiais de penicilinoterapia.

·        Para fins operacionais, recomenda-se que os casos de sífilis latente com período de evolução desconhecido, e os portadores do HIV, sejam tratados como sífilis latente tardia.

·        Os pacientes com história comprovada de alergia à penicilina (evento raro no caso da penicilina benzatina) podem ser dessensibilizados ou então receberem tratamento com estearato de eritromicina ou tetraciclina, 500 mg, V.O., de 6/6 horas, por 15 dias para a sífilis recente e por 30 dias para a sífilis tardia, e exigem estreita vigilância, pela menor eficácia destas drogas.

·        Após o tratamento da sífilis, recomenda-se o seguimento sorológico quantitativo de 3 em 3 meses durante o primeiro ano e, se ainda houver reatividade em titulações decrescentes, deve-se manter o acompanhamento de 6 em 6 meses. Elevação a duas diluições acima do último título do VDRL, justifica novo tratamento, mesmo na ausência de sintomas.

·        Portadores do HIV podem ter a história natural da sífilis modificada, desenvolvendo neurossífilis mais precoce e facilmente; nestes casos é indicada a punção lombar para que se possa definir o esquema terapêutico mais apropriado.

·        gestante

·        Tratamento: ver acima

·        As gestantes tratadas requerem seguimento sorológico quantitativo mensal durante a gestação, devendo ser novamente tratadas se não houver resposta ou se houver aumento de pelo menos duas diluições na titulação.

·        As gestantes com história comprovada de alergia à penicilina devem ser dessensibilizadas. Na impossibilidade, deve ser administrada a eritromicina na forma de seu estearato; ao utilizar-se esta última não se deve considerar o feto tratado.

Portador do HIV

Pacientes HIV positivos com sífilis recente, quando comparados aos HIV negativos, podem estar sob maior risco para complicações neurológicas e podem apresentar maior falha no tratamento com os esquemas recomendados. A magnitude desse risco, embora não definida precisamente, é provavelmente mínima.

Nenhum dos tratamentos recomendados para os pacientes HIV negativos, são mais eficazes na prevenção da neurossífilis em pacientes HIV positivos. Pelo exposto, esses pacientes devem ser tratados de acordo com a fase da infecção, da mesma maneira que os HIV negativos. É importante observar, entretanto, que após o tratamento, é essencial fazer-se um seguimento cuidadoso nestes pacientes.

GONORRÉIA Topo da página

 

Sinônimo :

Português :

Blenorréia

Alemão :

Gonorrhoe, Tripper e GO

Francês :

Gonorrhée e blenorragie

Inglês :

Gonorrhoea

   

Agente etiológico

Neisseria gonorrhoeae. Diplococos ( forma de grãos de café ) Gram negativos. No esfregaço de casos agudos encontra-se no interior das células.

Conceito

Esta é uma das mais comuns entre as doenças transmitidas sexualmente. Excepcionalmente por via indireta ( através de toalhas e esponjas úmidas infectadas ). No recém nascido blenorréia conjuntival

A gonorréia ou blenorragia é uma infecção venérea largamente difundida no mundo inteiro, provocada por um microorganismo, o gonococo, ou Neisseria gonorrhoeae. É transmitida pelas relações anais, vaginais e orais e ainda ao nascimento por uma mãe contaminada, no momento do parto.

A gonorréia é uma enfermidade altamente contagiante, com um período de incubação variante de 24 horas a algumas dias (vinte de regra, 2 a 21). Note-se, no entanto, e isto é muito importante, que há casos com período de incubação muito maior. Há, nos consultórios, pacientes contaminados pela gonorréia, com sintomas surgindo a 15 e mesmo mais dias após o coito infectante.

Se, de dois a oito dias depois da relação sexual, o homem ou a mulher começarem a sentir uma ardência e dificuldade ao urinar, provavelmente contrairam gonorréia. Eles podem notar, também, um corrimento de cor amarela ou esverdeada ou até mesmo de sangue, que sai do pênis, no caso do homem, ou pela vagina, no caso da mulher.

Se não houver tratamento, tanto no homem como na mulher, a gonorréia pode trazer sérias consequências :

- pode causar esterilidade que é a incapacidade de ter filhos

- pode atacar o sistema nervoso, causando meningitis

- pode afetar os ossos

- e até o coração

Para a mulher, torna-se mais difícil reconhecer a doença, principalmente se ela estiver com algum corrimento. Na mulher, a gonorréia pode causar outra doença que provoca uma inchação muito dolorosa nos seus orgãos sexuais externos. Essa inchação aumenta rapidamente, até começar a sair uma pus de cheiro muito forte. Com a saída do pus, a dor melhora; mas a pessoa não fica curada. Se não for feito um tratamento adequado, algum tempo depois o pus volta a se formar, a inchação retorna e a doença se agrava cada vez mais.

A gonorréia ano-retal ocorre na mulher na maioria das vezes por contaminação pela secreção vaginal; no homem, por relação anal.

Amigdalite  e faringite gonocócicas : são possíveis por contatos orogenitais.

Pode ocorrer também conjuntivite gonocócica

IMPORTANTE

»» Nem tudo corrimento é sintoma de doença transmitida pelo ato sexual. Corrimentos são comuns em todas as mulheres, contudo, só o médico poderá fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento mais adequado para essa doença.

ATENÇÃO!

»» Na mulher, a gonorréia raramente apresenta sinais, normalmente sendo descoberto pelo aparecimento de corrimento em seu parceiro sexual, pelo exame médico ou, então, quando provoca complicações.

»» No momento do parto, a mulher com gonorréia não tratada pode contaminar o bebê, podendo causar problemas nos  olhos ( oftalmina gonocócica ) que pode levar a cegueira.

COMPLICAÇÕES

NO HOMEM : São várias as complicações a que podem levar uma blenorragia não curada ou insuficientemente tratada, como:

NA MULHER : Como no homem, a mulher pode apresentar também uma trigonite ou uma adenite inguinal. Mas as complicações mais habituais e mais sérias são expostas a seguir:

1

Esquenite : Inflamação das glândulas de Skene.

2

Bartolinite : Inflamação das glândulas de Bartholin.

3

Salpingite : Apresenta-se sob uma variedade de denominações, das quais a mais usada é "doença inflamatória pélvica", DIP. A DIP compreende as inflamações e infeções que se situam do colo do útero para cima, atingindo, portanto, o corpo do útero, as trompas, os ovários e o peritônio pélvico.

4

Septimecia gonocócica : Rara devido aos antibióticos, é a responsável por dermatites, artrites, endocardites, perihepatites, e meningites, entre outros.

5

Vulvites : Compreendem as infeções gonocócicas representadas pela bartolinite e a esquenite, bem como pela uretrite, tratando-se de uma denominação genérica para as infecções da vulva.

6

Cistite e trigonite : Ardor ou dificuldade na micção, fluxo purulento.

7

Colpite : São as afecções mais comuns da vagina, cujo epitélio não está protegido por uma camada córnea, sendo, assim, facilmente atacado pelos microorganismos patogênicos.

8

Endometrite cervical : São quase sempre provocadas pelo gonococo, que pode originar saplingites e perviperitonite, quando se propaga para cima; parametrite, quando de propagação lateral; e colpite, para baixo. A menstruação provoca uma exacerbação do processo inflamatório.

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Doença inflamatória pélvica

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Inflamação nas trompas

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Incapacidade de engravidar (esterilidade )

Gonorréia em crianças

A infecção no recém - nascido surge pelo contato do nascituro com as secreções da mãe contaminada pela gonorréia. Numa menina na idade pré - pubertária, tanto a vulva como a vagina não apresentam resistência à infecção pelo gonococo, daí a facilidade de uma vulvovaginite gonocócica pelo contato com adulto infectado ou objetos contaminados, como toalhas e tampas de privada.

Tratamento

O tratamento da gonorréia, como de qualquer outra moléstia, deve ser feito sempre por médicos, visto a ingestão desordenada de antibióticos, nem sempre indicados no caso, com doses insuficientes, horários de tomada erradamente estabelecidos, etc., pode dar origem a complicações por vezes sérias, com a propagação dos gonococos para a próstata, as vesículas seminais, os epidídimos e os testículos, no homem, ou para o útero, as trompas, os ovários e os anexos, nas mulheres.
Antes de tudo, a quem deseja estar livre da gonorréia, é preciso que se previna...

Prevenção

Pessoas com apenas um parceiro sexual têm menos chances de adquirir Gonorréia. É muito importante o uso de camisinha e espermicidas. A camisinha é uma barreira entre o organismo e a bactéria causadora da Gonorréia. Os espermicidas ajudam a eliminar qualquer micro-organismo que entre em contato com eles. A melhor prevenção é que se tenha apenas um parceiro sexual fixo, e que ainda, haja o uso da camisinha e de espermicidas.

LINFOGRANULOMA VENÉREO Topo da página

Conceito

Doença infecciosa de transmissão exclusivamente sexual conhecida popularmente como "mula". Caracterizada pela presença de bubão inguinal, com período de incubação entre 3 e 30 dias.

Agente Etiológico

Chlamydia trachomatis - sorotipo L, subtipos 1, 2 e 3.

Quadro Clínico

A evolução da doença se faz em 3 fases distintas:

- Lesão de inoculação

  • Inicia-se por pápula, pústula ou exulceração indolor que desaparece sem deixar sequela;
  • Freqüentemente não é notada pelo paciente, e raramente observada pelo médico;

Localiza-se no homem: sulco coronal, frênulo e prepúcio; na mulher: parede vaginal posterior, colo uterino, fúrcula e outras partes de genitália externa.

- Disseminação Linfática Regional

No homem, a linfadenopatia inguinal se desenvolve entre 1 a 6 semanas após a lesão inicial, sendo geralmente unilateral (em 70% dos casos) e constituindo-se no principal motivo da consulta.

Na mulher, a localização da adenopatia depende do local da lesão:

  •  
  • Inoculação na genitália externa - linfonodos inguinais superficiais;
  • terço inferior da vagina - linfonodos pélvicos;
  • terço médio da vagina - linfonodos entre o reto e a artéria ilíaca interna;
  • terço superior da vagina e colo uterino - linfonodos ilíacos.

O comprometimento ganglionar evolui com supuração e fistulização por orifícios múltiplos que correspondem a linfonodos individualizados parcialmente fundidos em uma grande massa.

A lesão primária na região anal pode levar à proctite e proctocolite hemorrágica.

O contato orogenital pode causar glossite ulcerativa difusa com linfadenopatia regional.

Sintomas gerais: febre, mal-estar, anorexia, emagrecimento, artralgia, sudorese noturna e meningismo.

Sequelas:

Mais freqüente na mulher e homossexuais masculinos, devido ao acometimento do reto.

A obstrução linfática crônica leva a elefantíase genital, que na mulher é denominada estiômeno. Podem ocorrer fístulas retais, vaginais, vesicais e estenose retal.

SÍFILIS CONGÊNITA Topo da página

Conceito e Agente Etiológico

A Sífilis congênita é uma infecção causada pela disseminação hematogênica do Treponema pallidum do hospedeiro materno para o seu concepto. Sabe-se hoje que: a transmissão materna pode ocorrer em qualquer fase gestacional; a taxa de transmissão vertical da sífilis em mulheres não tratadas é de 70 a 100% durante os primeiros 4 anos em que a doença é adquirida, e que ocorre morte perinatal em 40% das crianças infectadas.

Quando a mulher adquire sífilis durante a gravidez, esta poderá evoluir para aborto, morte fetal, prematuridade, feto hidrópico, recém-nascidos sintomáticos (manifestação clássica), recém-nascidos assintomáticos (apenas sorologia positiva).

Acreditava-se que a infecção do feto por mãe sifilítica não ocorresse antes do 4º mês de gestação. Entretanto, já se constatou a presença de Treponema pallidum em dois fetos de 9 a 10 semanas de gestação. As alterações patológicas observadas na mulher grávida são as mesmas que ocorrem naquela não grávida. A sífilis congênita apresenta, da mesma forma que a sífilis adquirida, dois estágios: "precoce" quando as manifestações clínicas são diagnosticadas até o segundo ano de vida, e "tardia", após esse período.

Quadro Clínico

Considera-se como sífilis congênita recente os casos manifestados até o segundo ano de vida, e como sífilis congênita tardia, os casos manifestados após esta data.

Na maioria dos casos, a infecção congênita não produz manifestações clínicas no momento do nascimento. As manifestações clínicas mais importantes são cutâneo-mucosas, ósseas e viscerais.

Na sífilis congênita recente,a hepatomegalia e esplenomegalia estão presentes na maioria dos casos, podendo ser acompanhadas por anemia, púrpura e icterícia com grande aumento de TGO.

As lesões ósseas na maioria dos casos não apresentam sintomatologia, mas podem ser detectáveis ao exame radiológico sob o aspecto de osteocondrite, periostite ou osteíte, sem contudo serem consideradas patognomônicas da doença.

Lesões cutâneas precoces quando presentes nas nádegas podem ser responsáveis por um quadro semelhante ao de "dermatite de fraldas", da qual se diferencia também por não responder a medidas locais habitualmente eficazes.

No período neonatal, a concomitância de prematuridade, baixo peso, alterações liquóricas ou acometimento pulmonar pioram consideravelmente o prognóstico da doença.

HERPES GENITAL Topo da página

Conceito

Virose transmitida freqüentemente pelo contato sexual (inclusive oro-genital), com período de incubação de 3 a 14 dias no caso de primo-infecção sintomática. Caracteriza-se por lesões vesiculares recorrentes que, em poucos dias, transformam-se em pequenas úlceras.

Agente Etiológico

Há dois tipos de Herpesvírus hominis, 1 e 2. Ambos têm diferentes propriedades biológicas, variam quanto à composição química e podem ser diferenciados por técnicas imunológicas. Embora ambos possam provocar lesões em qualquer parte do corpo, há predomínio do Herpesvírus hominis tipo 2 nas lesões genitais.

Quadro Clínico

O herpes genital poderá ser identificado como sendo uma primo-infecção herpética (ou herpes genital primário) ou herpes recorrente.

- Herpes Genital Primário

O vírus é inoculado em superfície mucosa ou por meio de solução de continuidade da pele, podendo ou não ocasionar manifestações clínicas. Sintoma inicial: queimação ou prurido antecedendo o aparecimento das lesões. Localização da lesão: no homem, mais frequentemente na glande e prepúcio; na mulher, nos pequenos lábios, clitóris, grandes lábios, fúrcula e colo do útero. Características da lesão: inicialmente pápulas eritematosas de 2 a 3 mm, seguindo-se de vesículas agrupadas com conteúdo citrino, que se rompem dando origem a ulcerações posteriormente recobertas por crostas serohemáticas. Adenopatia inguinal dolorosa bilateral pode estar presente em 50% dos casos. As lesões cervicais uterinas, freqüentemente subclínicas, podem estar associadas a corrimento genital aquoso. No homem, não raramente, pode haver secreção uretral hialina acompanhada de ardência miccional. Podem ocorrer sintomas gerais, como febre e mal estar.

- Herpes Genital Recorrente

Acomete de 30 a 70% dos pacientes que desenvolveram a infecção genital primária. A recorrência das lesões pode estar associada a episódios de febre, exposição à radiação ultravioleta, traumatismos, menstruação, estresse físico ou emocional e a antibioticoterapia prolongada. O quadro clínico das recorrências é menos intenso que o da primo-infecção.

Gravidez

Nas gestantes portadoras de herpes simples, deve ser considerado o risco de complicações obstétricas, particularmente se a primo-infecção ocorrer durante a gravidez.

A infecção primária materna no final da gestação oferece maior risco de infecção neonatal do que o herpes genital recorrente.

As complicações do herpes na gestação são numerosas, sendo contudo pequeno o risco de contaminação fetal durante a gestação. A transmissão fetal transplacentária foi observada por Vontver em uma a cada 3.500 gestações. A infecção do concepto intra-útero nos primeiros meses da gestação culminará num grande número de abortos.

O maior risco de transmissão do vírus ao feto, se dará no momento da passagem deste pelo canal de parto, resultando em aproximadamente 50% de contaminação. Mesmo na forma assintomática, poderá haver a transmissão do vírus por meio do canal de parto. Recomendando-se, portanto, a realização de cesariana como forma de parto, toda vez que houver lesões herpéticas ativas. Esta conduta não traz nenhum benefício quando a bolsa amniótica estiver rota há mais de 4 horas.

CANDIDÍASE VULVOVAGINAL Topo da página

Conceito e Agentes Etiológicos

É uma infecção da vulva e vagina causada por um fungo comensal (Candida albicans, Candida tropicalis, Candida glabrata, Candida parapsilosis) que habita a mucosa vaginal e a mucosa digestiva, crescendo quando o habitat torna-se favorável para o seu desenvolvimento; se apresenta em duas formas: esporo e pseudo-hifa. O ato sexual já não é considerado a principal forma de transmissão, visto que esses organismos podem fazer parte da flora endógena em mais de 50% das mulheres assintomáticas. Os fatores predisponentes da Candidíase Vulvovaginal são: diabetes melitus, antibioticoterapia sistêmica, gravidez, uso de contraceptivos orais, uso de corticosteróides, imunodeficiência, obesidade, uso de roupas justas; regiões com clima quente propiciam a infecção.

Características Clínicas

Sinais e sintomas dependerão do grau de infecção e da localização do tecido inflamado, podem apresentar-se isolados ou associados e incluem:

  • prurido vulvovaginal;
  • ardor à micção;
  • corrimento branco, semelhante à nata de leite;
  • hiperemia e edema vulvar;
  • dispareunia;
  • fissuras e maceração da pele;
  • vagina e colo recobertos por placas brancas ou branco acinzentado.

DONOVANOSE Topo da página

Conceito

Doença crônica progressiva, que acomete preferencialmente pele e mucosas das regiões genitais, perianais e inguinais. A donovanose (granuloma inguinal) é freqüentemente associada à transmissão sexual, embora os mecanismos de transmissão não sejam ainda bem conhecidos. A contagiosidade é baixa. O período de incubação é de 30 dias a 6 meses. É pouco freqüente e ocorre em climas tropicais e subtropicais.

Agente Etiológico

Calymmatobacterium granulomatis, bactéria descrita pela primeira vez em 1913 por dois pesquisadores brasileiros, Aragão e Vianna.

Quadro Clínico

  • Inicia-se com ulceração de borda plana ou hipertrófica, bem delimitada, com fundo granuloso, de aspecto vermelho vivo e de sangramento fácil;
  • A ulceração evolui lenta e progressivamente podendo se tornar vegetante ou úlcero-vegetante. As lesões podem ser múltiplas, sendo frequente a sua configuração em espelho em bordas cutâneas e/ou mucosas;
  • Há predileção pelas regiões de dobras e região perianal. Não há adenite na donovanose, embora raramente possam formar-se pseudobubões (granulações subcutâneas) na região inguinal, quase sempre unilaterais;
  • Na mulher, a forma elefantiásica é observada quando há predomínio de fenômenos obstrutivos linfáticos;
  • A localização extragenital é rara e quase sempre ocorre a partir de lesões genitais ou perigenitais primárias.

Gravidez

Doença de baixa incidência em nosso meio. Não foi relatada infecção congênita resultante de infecção intra ou anteparto no feto.

HEPATITE B Topo da página

Conceito e Informações Básicas

É definida como inflamação do fígado causada por uma infecção pelo vírus da Hepatite B (HBV), um vírus DNA, da família Hepdnaviridae.

Do ponto de vista epidemiológico a transmissão sexual de agentes infecciosos causadores de hepatite ocorre mais frequentemente com os vírus das hepatites tipos A, B, C e Delta. Os tipos B e C podem evoluir para doença hepática crônica, e tem sido associados com carcinoma hepatocelular primário.

Dentre os fatores que influenciam o risco de infecção pelo HBV citamos: número de parceiros, frequencia das relações sexuais, tipo de prática sexual (oro-anal, oro-genital, relacionamento sexual ativo ou passivo), associação com uso comum de seringas e agulhas, concomitância de outras DST (sífilis, cancro mole, gonorrhea, hepes genital e/ou oral, etc.).

No Brasil, estudos de prevalência do HBV detectaram índice de infecção médio de 8,0% na região da Amazônia legal, de 2,5% nas regiões Centro-Oeste e Nordeste, de 2,0% na região Sudeste e de 1,0% na região Sul.

Quadro Clínico

O período de incubação da Hepatite B aguda situa-se entre 45 e 180 dias e a transmissão é usualmente por via parenteral embora outras vias (oral, sexual e vertical) foram demonstradas.

Nos pacientes sintomáticos, a hepatite B, usualmente evolui nas seguintes fases:

  • fase prodrômica: sintomas inespecíficos de anorexia, náuseas e vômitos, alterações do olfato e paladar, cansaço, mal-estar, artralgia, mialgias, cefaléia e febre baixa;
  • fase ictérica: inicia-se após 5 a 10 dias da fase prodrômica, caracterizando-se pela redução na intensidade destes sintomas e a ocorrência de icterícia. Colúria precede esta fase por 2 ou 3 dias;
  • fase de convalescença: a sintomatologia desaparece gradativamente, geralmente em 2 a 12 semanas.

A Hepatite B pode evoluir cronicamente, o que se demonstra pelos marcadores laboratoriais, testes de função hepática e histologia anormais, e doença persistente por mais de seis meses. A Hepatite B crônica pode evoluir de forma:

  • persistente - de bom prognóstico, em que a arquitetura do lóbulo hepático é preservada.
  • ativa - caracterizada por necrose hepática, que pode evoluir para cirrose hepática ou para câncer.

URETRITE NÃO GONOCÓCICA Topo da página

Conceito

São denominadas uretrites não gonocócicas (UNG) as uretrites sintomáticas cujas bacterioscopias pela coloração de Gram e/ou cultura, são negativas para o gonococo.

A transmissão se faz freqüentemente pelo contato sexual, sendo o período de incubação, no homem, de 14 a 21 dias.

Agente Etiológico

Vários agentes têm sido responsabilizados por estas infecções, incluindo: Chlamydia trachomatis, Ureaplasma urealyticum, Candida albicans, Gardnerella vaginalis, Trichomonas vaginalis dentre outros.

A Chlamydia trachomatis é o agente mais comum de UNG. É uma bactéria, obrigatoriamente intracelular, que também causa o tracoma, a conjuntivite por inclusão do recém-nascido e o linfogranuloma venéreo.

Estima-se que dois terços das parceiras estáveis de homens com UNG hospedem a Chlamydia trachomatis no endocérvix e podem reinfectar seu parceiro sexual se permanecerem sem tratamento.

Quadro Clínico

A UNG caracteriza-se pela presença de corrimentos mucóides, discretos, com disúria leve e intermitente. A uretrite subaguda é a forma de apresentação de cerca de 50% dos pacientes com uretrite causada por C. trachomatis. Entretanto, em alguns casos, os corrimentos das UNG podem simular, clinicamente, os da gonorréia. As mulheres infectadas pela C. trachomatis transmitem a infecção, porém, raramente apresentam os sintomas típicos.