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O QUE SÃO AS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
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| As
doenças sexualmente transmissíveis, mais conhecidas
por DST, são causadas por vírus e outros micróbios
e transmitidas através de relações sexuais sem
preservativos
.As
relações sexuais são normais e saudáveis, porém,
é necessário utilizar preservativos, essa a única
forma de evitar a DST.
Os portadores de doenças sexualmente transmissíveis
são pessoas normais e, aparentemente, não demonstram
nenhum sintoma, é comum o portador não saber que
tem DST, por isso, a transmissão pode ocorrer
a qualquer momento, havendo relação sexual sem
camisinha.
A
presença de DST pode ser notada através de sinais
e sintomas que são notados somente pela própria
pessoa. Os sinais são visíveis por isso são mais
comuns em homens, que tem seu órgão genital exposto.
As mulheres também tem
sinais que, na maioria dos casos, só são vistos
pelo ginecologista. Mas as DST também apresentam
sintomas, que são perceptíveis tanto em homens
quanto em mulheres. |
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SINAIS DE DST |
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SINTOMAS DE DST |
| Os
principais SINAIS de DST aparecem normalmente
nos órgãos genitais e são:
-
Feridas ou úlceras - as feridas aparecem onde
o micróbio da doença entrou no corpo. Assim, aparecem
nos órgãos genitais ou em qualquer parte do corpo
usada durante a relação sexual, podem ser ou não
doloridas e nem sempre coçam ou incomodam. Podem
aparecer isoladamente ou em grande número.
Vale ressaltar que as feridas aumentam o risco
de adquirir outras doenças, inclusive a AIDS.
Corrimentos
- os corrimentos aparecem nos órgãos genitais
dos homens e das mulheres. Podem ser. |
|
amarelados como pus, esbranquiçados ou esverdeados. Alguns têm cheiro
forte e ruim e podem ou não causar dor durante
a relação sexual ou ardência ao urinar
Já
os SINTOMAS podem ser:
-
Ardência ou coceira - são sintomas que aparecem
ao urinar ou durante as relações sexuais. Há pessoas
que apresentam os dois sintomas, outras apresentam
um só, e outras que não sentem nada.
- Dor ou mal-estar - A dor ou mal-estar podem
ser sentidos embaixo do umbigo, na parte mais
baixa da barriga, durante asrelações sexuais ou
ao urinar.
Algumas doenças apresentam sintomas específicos,
para saber mais, leia o artigo
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DIAGNÓSTICO E PREVENÇÃO |
| Para
saber se você tem DST, primeiramente, fique atento
aos sintomas e sinais, ardência, coceira, dor,
feridas e/ou corrimentos, caso perceba a presença
de algum desses sintomas ou sinais, procure um
médico ginecologista ou urologista. Somente o
médico é capaz de identificar a DST e indicar
um tratamento eficaz.
E
lembre-se, "Prevenir é melhor do que remediar",
portanto, sempre que tiver uma relação sexual,
use CAMISINHA. |
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HPV - HUMAN PAPILOMA VÍRUS - (VÍRUS
DO PAPILOMA HUMANO) 
|
| O
HPV é um vírus transmitido na grande maioria das vezes
pelo contato sexual. Afeta o genital tanto masculino
como feminino. Ele causa uma doença chamada Condiloma,
vulgarmente referida como "Crista de Galo".
Existem
mais de 80 sorotipos de HPV. Enquanto alguns deles causam
apenas verrugas comuns pelo corpo, outros infectam a
região genital , podendo ocasionar lesões que, se não tratadas,
podem se transformar em câncer genital, tanto no homem
quanto na mulher.
Uma
das características desse vírus é que ele pode ficar
instalado no corpo humano por muitos anos sem se manifestar.
Apenas em determinadas situações, como na gravidez ou
quando ocorre uma queda na defesa imunológica do organismo
este então surge causando lesões. Na maioria das vezes
a infecção pelo HPV não apresenta sintomas. Geralmente
esta infecção não resulta em câncer
, mas já foi constatado que a grande maioria
das mulheres que tem câncer do colo uterino foram antes
infectadas por este vírus. No Brasil, cerca de 7.000
mulheres morrem anualmente por este tipo de tumor.
Em
seus estágios iniciais, a doença causada pelo HPV pode
ser tratada com sucesso impedindo que o indivíduo tenha
maiores complicações no futuro. Portanto, a melhor arma
contra HPV é a prevenção, buscando-se o diagnóstico
e tratamento precoces. |
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| COMO
SE PREVENIR? |
| Como em qualquer doença transmitida pelo sexo, é preciso
que se tomem alguns cuidados:
- Manter adequados hábitos higiênicos;
- Ter parceiro fixo ou reduzir o número de parceiros;
- Usar preservativos em todas as relações sexuais;
- Visitar regularmente o ginecologista para manter-se
em dia com a prevenção. |
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| COMO POSSO SABER SE TENHO HPV? |
|
Este vírus pode ser detectado através dos seguintes
exames:
Papanicolau
- é conhecido como o exame preventivo. Ele não detecta
o vírus, mas sim as alterações que ele pode causar nas
células.
Colposcopia - é um exame feito por aparelho chamado colposcópio, que
aumenta o poder de visão do médico, permitindo identificar
as lesões não visíveis ao olho nu.
Biópsia - é a retirada de um pequeno fragmento de tecido para análise.
Captura
Híbrida - é o exame
mais moderno para fazer o diagnóstico do HPV. A Captura
Híbrida consegue diagnosticar a presença do vírus mesmo
antes da paciente apresentar qualquer sintoma ou lesão.
Esse é o único exame capaz de confirmar a presença do
vírus mesmo na ausência de lesões. |
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| POR QUE FAZER A CAPTURA HÍBRIDA? |
| O
resultado da Captura Híbrida não mudará o tratamento,
mas trará algumas informações extras para o segmento
da terapêutica, pois a Captura Híbrida é capaz de dosar
a quantidade de HPV na genitália bem como dizer qual
o sorotipo em questão. Pode-se classificá-lo entre o
sorotipo mais ou menos oncogênico (capaz de causar câncer).
Por ser um exame caro e não coberto por muitos planos
de saúde, sua realização ainda é opcional, apesar de
recomendável. |
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| COMO DEVO ME PREPARAR PARA EXAME DE CAPTURA HÍBRIDA? |
| -
Não ter relações sexuais três dias antes do exame;
- Não estar menstruada;
- Não ter usado qualquer tipo de ducha ou creme vaginal
na última semana. |
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| COMO SE COLHE O MATERIAL? |
| O exame de Captura Híbrida é muito simples e não causa dor.
Segue os mesmos procedimentos que se usa para outros
exames ginecológicos. É colhido com o auxílio de uma
escova que coleta amostras de secreção do colo uterino,
da vagina ou vulva. Após o exame a escova é colocada
em um tubo com líquido especial e enviada ao laboratório.
Também pode ser colhido pela própria mulher em casa
ou no trabalho. |
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| COMO
É O TRATAMENTO PARA HPV? |
|
O tratamento depende de diversos fatores tais como:
- A idade do paciente;
- O local e o número de lesões;
- Se a mulher está grávida ou apresenta alguma doença.
Após o tratamento é necessário um acompanhamento trimestral
por pelo menos um ano.
Existem
várias formas de tratar a infecção do HPV. A maioria
delas destruirá o tecido doente:
Criocirurgia - tratamento feito com um instrumento que congela e destrói
o tecido anormal.
Laser - utilizado em alguns tipos de cirurgia para cortar ou
destruir o tecido onde estão as lesões.
CAF
(Cirurgia de Alta Freqüência)
- feito com um instrumento de alta freqüência elétrica
capaz de remover e cauterizar a lesão simultânea e instantaneamente.
É a mais moderna técnica de tratamento disponível no
momento.
ATA
(Ácido Tricloroacético)
- é um ácido muito forte a ser aplicado pelo médico
diretamente nas lesões.
Conização - é a retirada de uma “tampa” do colo uterino
em forma de cone com auxílio do bisturi, do laser ou
do CAF.
Medicamentos - em algumas situações podem-se utilizar
medicamentos que melhoram o sistema de defesa do organismo.
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SÍFILIS
CONCEITO |
|
A
sífilis é uma doença infecciosa, sistêmica,
de evolução crônica, sujeita a surtos de agudização e períodos de latência.
AGENTE
ETIOLÓGICO
O
Treponema pallidum é um espiroqueta de transmissão
essencialmente sexual ou materno-fetal, podendo produzir,
respectivamente, a forma adquirida ou congênita da doença.
CLASSIFICAÇÃO
·
Sífilis adquirida recente (com menos de um
ano de evolução):
primária,
secundária
e
latente
recente;
·
Sífilis adquirida tardia (com mais de um ano
de evolução):
latente
tardia e
terciária;
·
Sífilis congênita recente (diagnosticados até
o 2º ano de vida);
·
Sífilis congênita tardia (diagnosticados após
o 2º ano de vida).
Sífilis
Primária ou Cancro Duro
O
cancro duro classicamente caracteriza-se pela presença de
lesão rosada ou ulcerada, geralmente única, pouco dolorosa,
com base endurecida, fundo liso, brilhante
e secreção serosa escassa. A lesão aparece entre 10 e 90 dias
(média de 21) após o contato infectante. É acompanhada de
adenopatia regional não supurativa, móvel, indolor e múltipla.
No homem aparece com maior freqüência na glande e sulco bálano-prepucial.
Na mulher é mais comum nos pequenos lábios, paredes vaginais
e colo uterino. São raras, porém factíveis, as lesões de inoculação
em outras áreas que não a genital.
Sífilis
Secundária
Geralmente
caracteriza-se pela presença de lesões cutâneo-mucosas, não
ulceradas, após 6 a 8 semanas do
aparecimento da sífilis primária (cancro duro). As lesões
são geralmente acompanhadas de micropoliadenopatia generalizada
e ocasionalmente há artralgias, febrícula, cefaléia e adinamia.
Mais raramente observa-se comprometimento hepático e ocular,
como uveíte. Dentre estas lesões, são comuns:
·
manchas eritematosas (roséolas), de aparecimento precoce, podendo formar exantema
morbiliforme;
·
pápulas
de coloração eritemato-acastanhada, lisas a princípio, e posteriormente,
escamosas, conhecidas como sifílides papulosas. A localização destas lesões nas superfícies palmo-plantares
sugere fortemente o diagnóstico de sífilis secundária;
·
alopécia,
mais observada no couro cabeludo e nas porções distais das
sobrancelhas;
·
lesões elevadas em
platô, de superfície lisa, nas mucosas (placas mucosas);
·
lesões pápulo-hipertróficas nas regiões de dobras ou de atrito (condiloma plano).
Sífilis
Latente (recente e tardia)
É
a forma da sífilis adquirida na qual não se observam sinais
e sintomas clínicos e, portanto, tem o seu diagnóstico feito
por meio de testes sorológicos. Sua duração é variável, e
seu curso poderá ser interrompido com sinais e sintomas da
forma secundária ou terciária.
Sífilis
Terciária
Os
sinais e sintomas geralmente ocorrem após 3 a 12 anos de infecção,
principalmente por lesões cutâneo-mucosas (tubérculos ou gomas),
neurológicas ("tabes dorsalis", demência), cardiovasculares (aneurisma aórtico)
e articulares (artropatia de Charcot).
DIAGNÓSTICO
DIFERENCIAL
Sífilis
primária: cancro mole; herpes genital; donovanose; linfogranuloma
venéreo.
Sífilis
secundária: farmacodermias; doenças exantemáticas não vesiculosas;
hanseníase virchowiana; colagenoses.
DIAGNÓSTICO
LABORATORIAL
Pesquisa
direta
Este
exame exige técnica específica de coleta para microscopia
em campo escuro. Indicado para material de lesão ulcerada
suspeita, podendo também ser positivo para material do condiloma
plano e das placas mucosas da fase secundária.
Sorologia
não treponêmica
VDRL
(Venereal Disease Research Laboratory) ou RPR (Rapid Plasm Reagin), são exames qualitativos e quantitativos, sendo
importantes para o diagnóstico e seguimento pós-terapêutico,
devendo ser solicitados sempre que se suspeitar do diagnóstico
de sífilis em qualquer de suas fases, para todos os pacientes
portadores de DST e na rotina do pré-natal.
O
VDRL tende a tornar-se reativo a partir da segunda semana
a partir do aparecimento do cancro (sífilis primária) e, via
de regra, está mais elevado na fase secundária da doença.
Os títulos tendem à redução a partir do primeiro ano de evolução
da doença, podendo mesmo negativar-se sem tratamento. Instituído
o tratamento correto, tende a negativar-se entre 9
e 12 meses, podendo, no entanto, permanecer com títulos baixos
por longos períodos de tempo ou até por toda a vida; é o que
se denomina "memória" ou "cicatriz" sorológica.
Assim,
títulos baixos podem representar doença muito recente ou muito
antiga, tratada ou não. As dúvidas poderão ser esclarecidas
pela anamnese, pelo exame físico e pela repetição periódica
dos testes não treponêmicos (dois títulos baixos em intervalo
de 30 dias excluem sífilis recente) ou pela realização de
provas de sorologia treponêmica qualitativas; estas, se negativas,
excluem sífilis em atividade; se positivas, a dúvida pode permanecer, sendo recomendável,
então, repetir o tratamento.
Três
títulos sucessivamente baixos (menores ou iguais a 1/8), sem
qualquer indício de reinfecção, é indicativo de "memória"
sorológica. O paciente poderá receber alta e deverá
ser esclarecido para o fato de que por muito tempo, ou até
por toda a vida, apresentará sorologia não treponêmica reativa.
Desta forma, em qualquer situação, fica o serviço ou o profissional
de saúde com a responsabilidade de,
se necessário, emitir atestado explicando o fenômeno e a inexistência
de doença ativa.
Sorologia
Treponêmica
Por
meio de imunofluorescência com o FTA-Abs (Fluorescent Treponema Antigen Absorvent)
e o MHATP (Microhemaglutinação para Treponema pallidum), são
qualitativos, e importantes para a confirmação da infecção.
Desde que os anticorpos treponêmicos tendem a permanecer no soro mais longamente do que os anticorpos
não treponêmicos ou lipídicos e, quando respondem à terapêutica, o fazem muito mais lentamente,
não se prestam para o acompanhamento. Podem ocorrer resultados falso positivos em algumas situações, como: hanseníase,
malária, mononucleose, leptospirose, lúpus eritematoso sistêmico.
TRATAMENTO
·
Sífilis primária: Penicilina Benzatina 2.4
milhões U.I., via intramuscular, em dose única (1.2 milhão
U.I. em cada glúteo).
·
Sífilis recente secundária e latente: Penicilina
Benzatina 2.4 milhões U.I., via intramuscular, repetida após
1 semana. Dose total de 4.8 milhões
U.I.
·
Sífilis tardia (latente e terciária): Penicilina
Benzatina 2.4 milhões U.I., intramuscular, semanal, por 3
semanas. Dose total de 7.2 milhões U.I.
Após
a dose terapêutica inicial, em alguns casos, poderá surgir
a reação febril de Jarisch - Herxheimer, com exacerbação das lesões cutâneas, geralmente
exigindo apenas cuidados sintomáticos; ocorre involução espontânea
em 12 a 48 horas. Não se justifica a interrupção do esquema
terapêutico. Essa reação não significa hipersensibilidade
à droga, entretanto, todo paciente com sífilis submetido à
terapêutica penicilínica deve ser alertado quanto à possibilidade
de desenvolver tal reação.
RECOMENDAÇÕES
·
Os pacientes com manifestações neurológicas
e cardiovasculares devem ser hospitalizados e receber esquemas
especiais de penicilinoterapia.
·
Para fins operacionais, recomenda-se que os
casos de sífilis latente com período de evolução desconhecido,
e os portadores do HIV, sejam tratados
como sífilis latente tardia.
·
Os pacientes com história comprovada de alergia
à penicilina (evento raro no caso da penicilina benzatina)
podem ser dessensibilizados ou então receberem tratamento com estearato de eritromicina
ou tetraciclina, 500 mg, V.O., de 6/6 horas, por 15 dias para
a sífilis recente e por 30 dias para a sífilis tardia, e exigem
estreita vigilância, pela menor eficácia destas drogas.
·
Após o tratamento da sífilis, recomenda-se
o seguimento sorológico quantitativo de 3 em 3 meses durante o primeiro ano e, se ainda houver reatividade
em titulações decrescentes, deve-se manter o acompanhamento
de 6 em 6 meses. Elevação a duas diluições acima do último
título do VDRL, justifica novo tratamento, mesmo na ausência de sintomas.
·
Portadores do HIV podem ter a história natural
da sífilis modificada, desenvolvendo neurossífilis mais precoce e facilmente; nestes casos é indicada a punção
lombar para que se possa definir o esquema terapêutico mais
apropriado.
·
gestante
·
Tratamento: ver acima
·
As gestantes tratadas requerem seguimento sorológico
quantitativo mensal durante a gestação, devendo ser novamente
tratadas se não houver resposta ou se houver aumento de pelo
menos duas diluições na titulação.
·
As gestantes com história comprovada de alergia
à penicilina devem ser dessensibilizadas. Na impossibilidade, deve ser administrada a eritromicina
na forma de seu estearato; ao utilizar-se esta última não
se deve considerar o feto tratado.
Portador
do HIV
Pacientes
HIV positivos com sífilis recente, quando comparados aos HIV
negativos, podem estar sob maior risco para complicações neurológicas
e podem apresentar maior falha no tratamento com os esquemas
recomendados. A magnitude desse risco, embora não definida
precisamente, é provavelmente mínima.
Nenhum
dos tratamentos recomendados para os pacientes HIV negativos,
são mais eficazes na prevenção da neurossífilis em pacientes
HIV positivos. Pelo exposto, esses pacientes devem ser tratados
de acordo com a fase da infecção, da mesma maneira que os
HIV negativos. É importante observar, entretanto, que após
o tratamento, é essencial fazer-se um seguimento cuidadoso
nestes pacientes.
| GONORRÉIA
|
|
Sinônimo :
| Português
: |
Blenorréia |
| Alemão
: |
Gonorrhoe,
Tripper e GO |
| Francês
: |
Gonorrhée
e blenorragie |
| Inglês
: |
Gonorrhoea |
| |
|
Agente etiológico
Neisseria gonorrhoeae. Diplococos ( forma
de grãos de café ) Gram negativos. No esfregaço de casos agudos encontra-se no interior das
células.
Conceito
Esta
é uma das mais comuns entre as doenças transmitidas sexualmente.
Excepcionalmente por via indireta
( através de toalhas e esponjas úmidas
infectadas ). No recém nascido blenorréia
conjuntival
A
gonorréia ou blenorragia é uma infecção venérea largamente
difundida no mundo inteiro, provocada por um microorganismo,
o gonococo, ou Neisseria gonorrhoeae. É transmitida
pelas relações anais, vaginais e orais e ainda ao nascimento
por uma mãe contaminada, no momento do parto.
A
gonorréia é uma enfermidade altamente contagiante, com um
período de incubação variante de 24 horas a algumas
dias (vinte de regra, 2 a 21). Note-se, no entanto,
e isto é muito importante, que há casos com período de incubação
muito maior. Há, nos consultórios, pacientes contaminados
pela gonorréia, com sintomas surgindo a 15 e mesmo mais dias
após o coito infectante.
Se,
de dois a oito dias depois da relação sexual, o homem ou a
mulher começarem a sentir uma ardência e dificuldade ao urinar,
provavelmente contrairam gonorréia. Eles podem notar, também,
um corrimento de cor amarela ou esverdeada ou até mesmo de
sangue, que sai do pênis, no caso do homem, ou pela vagina,
no caso da mulher.
Se
não houver tratamento, tanto no homem como na mulher, a gonorréia
pode trazer sérias consequências :
| -
pode causar esterilidade que é a incapacidade de ter
filhos |
| -
pode atacar o sistema nervoso, causando meningitis |
| -
pode afetar os ossos |
| -
e até o coração |
Para
a mulher, torna-se mais difícil reconhecer a doença, principalmente
se ela estiver com algum corrimento. Na mulher, a gonorréia
pode causar outra doença que provoca uma inchação muito dolorosa
nos seus orgãos sexuais externos. Essa inchação aumenta rapidamente,
até começar a sair uma pus de cheiro muito forte. Com a saída
do pus, a dor melhora; mas a pessoa não fica curada. Se não
for feito um tratamento adequado, algum tempo depois o pus
volta a se formar, a inchação retorna e a doença se agrava
cada vez mais.
A
gonorréia ano-retal ocorre
na mulher na maioria das vezes por contaminação pela secreção
vaginal; no homem, por relação anal.
Amigdalite e faringite gonocócicas : são possíveis por contatos orogenitais.
Pode ocorrer também conjuntivite gonocócica
IMPORTANTE
»»
Nem tudo corrimento é sintoma de doença transmitida pelo ato
sexual. Corrimentos são comuns em todas as mulheres, contudo,
só o médico poderá fazer o diagnóstico correto e indicar o
tratamento mais adequado para essa doença.
ATENÇÃO!
»»
Na mulher, a gonorréia raramente apresenta sinais, normalmente
sendo descoberto pelo aparecimento de corrimento em seu parceiro
sexual, pelo exame médico ou, então, quando provoca complicações.
»»
No momento do parto, a mulher com gonorréia não tratada pode
contaminar o bebê, podendo causar problemas nos olhos
( oftalmina gonocócica ) que pode levar a cegueira.
COMPLICAÇÕES
NO
HOMEM : São várias as complicações a que podem levar
uma blenorragia não curada ou insuficientemente tratada, como:
NA MULHER : Como no homem, a
mulher pode apresentar também uma trigonite ou uma adenite
inguinal. Mas as complicações mais habituais e mais sérias
são expostas a seguir:
| 1 |
Esquenite : Inflamação das glândulas de
Skene. |
| 2 |
Bartolinite : Inflamação das glândulas
de Bartholin. |
| 3 |
Salpingite : Apresenta-se sob uma variedade
de denominações, das quais a mais usada é
"doença inflamatória pélvica", DIP.
A DIP compreende as inflamações e infeções
que se situam do colo do útero para cima,
atingindo, portanto, o corpo do útero, as
trompas, os ovários e o peritônio pélvico. |
| 4 |
Septimecia
gonocócica
: Rara devido aos antibióticos,
é a responsável por dermatites, artrites,
endocardites, perihepatites, e meningites, entre outros. |
| 5 |
Vulvites : Compreendem as infeções gonocócicas
representadas pela bartolinite e a esquenite, bem como pela uretrite, tratando-se de uma denominação genérica
para as infecções da vulva. |
| 6 |
Cistite
e trigonite : Ardor ou dificuldade na micção, fluxo purulento. |
| 7 |
Colpite
: São as afecções mais comuns da vagina,
cujo epitélio não está protegido por uma camada
córnea, sendo, assim, facilmente atacado pelos
microorganismos patogênicos. |
| 8 |
Endometrite
cervical
: São quase sempre provocadas
pelo gonococo, que pode originar saplingites
e perviperitonite, quando se propaga para
cima; parametrite, quando de propagação lateral;
e colpite, para baixo. A menstruação provoca
uma exacerbação do processo inflamatório. |
| 9 |
Doença
inflamatória pélvica |
| 10 |
Inflamação
nas trompas |
|
11 |
Incapacidade
de engravidar (esterilidade
) |
|
Gonorréia
em crianças
A infecção no recém - nascido
surge pelo contato do nascituro com as secreções da mãe contaminada
pela gonorréia. Numa menina na idade pré - pubertária, tanto a vulva
como a vagina não apresentam resistência
à infecção pelo gonococo, daí a facilidade de uma vulvovaginite
gonocócica pelo contato com adulto infectado ou objetos contaminados,
como toalhas e tampas de privada.
Tratamento
O tratamento da gonorréia, como de qualquer outra moléstia,
deve ser feito sempre por médicos, visto a ingestão desordenada
de antibióticos, nem sempre indicados no caso, com doses insuficientes,
horários de tomada erradamente estabelecidos, etc., pode dar
origem a complicações por vezes sérias, com a propagação dos
gonococos para a próstata, as vesículas seminais, os epidídimos
e os testículos, no homem, ou para o útero, as trompas, os
ovários e os anexos, nas mulheres.
Antes de tudo, a quem deseja estar livre da gonorréia, é preciso
que se previna...
Prevenção
Pessoas com apenas um parceiro sexual têm menos chances de
adquirir Gonorréia. É muito importante o uso de camisinha
e espermicidas. A camisinha é uma barreira entre o organismo
e a bactéria causadora da Gonorréia. Os espermicidas ajudam
a eliminar qualquer micro-organismo que entre em contato com
eles. A melhor prevenção é que se tenha apenas um parceiro
sexual fixo, e que ainda, haja o uso da camisinha e de espermicidas.
LINFOGRANULOMA
VENÉREO 
Conceito
Doença infecciosa de transmissão exclusivamente sexual conhecida
popularmente como "mula". Caracterizada pela presença
de bubão inguinal, com período de incubação entre 3 e 30 dias.
Agente Etiológico
Chlamydia trachomatis - sorotipo L, subtipos 1, 2 e 3.
Quadro Clínico
A evolução da doença se faz em 3 fases distintas:
- Lesão de inoculação
- Inicia-se
por pápula, pústula ou exulceração indolor que desaparece
sem deixar sequela;
- Freqüentemente não é notada pelo paciente, e raramente
observada pelo médico;
Localiza-se
no homem: sulco coronal, frênulo e prepúcio; na mulher: parede
vaginal posterior, colo uterino, fúrcula e outras partes de
genitália externa.
-
Disseminação Linfática Regional
No
homem, a linfadenopatia inguinal se desenvolve entre 1 a 6
semanas após a lesão inicial, sendo geralmente unilateral
(em 70% dos casos) e constituindo-se no principal motivo da
consulta.
Na
mulher, a localização da adenopatia depende do local da lesão:
-
- Inoculação na genitália externa - linfonodos inguinais
superficiais;
- terço inferior da vagina - linfonodos pélvicos;
- terço médio da vagina - linfonodos entre o reto e a artéria ilíaca interna;
- terço superior da vagina e colo uterino - linfonodos ilíacos.
O
comprometimento ganglionar evolui com supuração e fistulização por orifícios múltiplos que correspondem a linfonodos individualizados parcialmente fundidos em uma grande massa.
A
lesão primária na região anal pode levar à
proctite e proctocolite hemorrágica.
O
contato orogenital pode causar glossite ulcerativa difusa com linfadenopatia regional.
Sintomas
gerais: febre, mal-estar, anorexia, emagrecimento, artralgia,
sudorese noturna e meningismo.
Sequelas:
Mais
freqüente na mulher e homossexuais masculinos, devido ao acometimento
do reto.
A
obstrução linfática crônica leva a elefantíase
genital, que na mulher é denominada estiômeno. Podem
ocorrer fístulas retais, vaginais, vesicais e estenose retal.
SÍFILIS
CONGÊNITA 
Conceito
e Agente Etiológico
A
Sífilis congênita é uma infecção causada pela disseminação
hematogênica do Treponema pallidum do hospedeiro materno
para o seu concepto. Sabe-se hoje que: a transmissão materna
pode ocorrer em qualquer fase gestacional; a taxa de transmissão
vertical da sífilis em mulheres não tratadas é de 70 a 100%
durante os primeiros 4 anos em que
a doença é adquirida, e que ocorre morte perinatal em 40%
das crianças infectadas.
Quando
a mulher adquire sífilis durante a gravidez, esta poderá evoluir
para aborto, morte fetal, prematuridade, feto hidrópico, recém-nascidos
sintomáticos (manifestação clássica), recém-nascidos assintomáticos
(apenas sorologia positiva).
Acreditava-se
que a infecção do feto por mãe sifilítica não ocorresse antes
do 4º mês de gestação. Entretanto, já se constatou a presença
de Treponema pallidum em dois fetos de 9 a 10 semanas de gestação. As alterações
patológicas observadas na mulher grávida são as mesmas que
ocorrem naquela não grávida. A sífilis congênita apresenta,
da mesma forma que a sífilis adquirida, dois estágios: "precoce"
quando as manifestações clínicas são diagnosticadas até o
segundo ano de vida, e "tardia", após esse período.
Quadro
Clínico
Considera-se
como sífilis congênita recente os casos manifestados até o
segundo ano de vida, e como sífilis congênita tardia, os casos
manifestados após esta data.
Na
maioria dos casos, a infecção congênita não produz manifestações
clínicas no momento do nascimento. As manifestações clínicas
mais importantes são cutâneo-mucosas, ósseas e viscerais.
Na
sífilis congênita recente,a hepatomegalia
e esplenomegalia estão presentes na maioria dos casos, podendo
ser acompanhadas por anemia, púrpura e icterícia com grande
aumento de TGO.
As
lesões ósseas na maioria dos casos não apresentam sintomatologia,
mas podem ser detectáveis ao exame radiológico sob o aspecto
de osteocondrite, periostite ou osteíte, sem
contudo serem consideradas patognomônicas da doença.
Lesões
cutâneas precoces quando presentes nas nádegas podem ser responsáveis
por um quadro semelhante ao de "dermatite de fraldas",
da qual se diferencia também por não responder a medidas locais
habitualmente eficazes.
No
período neonatal, a concomitância de prematuridade, baixo
peso, alterações liquóricas ou acometimento pulmonar pioram
consideravelmente o prognóstico da doença.
HERPES
GENITAL 
Conceito
Virose
transmitida freqüentemente pelo contato sexual (inclusive
oro-genital), com período de incubação de 3 a 14 dias no caso
de primo-infecção sintomática. Caracteriza-se por lesões vesiculares
recorrentes que, em poucos dias, transformam-se em pequenas
úlceras.
Agente
Etiológico
Há
dois tipos de Herpesvírus hominis, 1
e 2. Ambos têm diferentes propriedades biológicas, variam
quanto à composição química e podem ser diferenciados por
técnicas imunológicas. Embora ambos possam provocar lesões
em qualquer parte do corpo, há predomínio do Herpesvírus
hominis tipo 2 nas lesões genitais.
Quadro
Clínico
O
herpes genital poderá ser identificado como sendo uma primo-infecção
herpética (ou herpes genital primário) ou herpes recorrente.
-
Herpes Genital Primário
O
vírus é inoculado em superfície mucosa ou por meio de solução
de continuidade da pele, podendo ou não ocasionar manifestações
clínicas. Sintoma inicial: queimação ou prurido antecedendo
o aparecimento das lesões. Localização da lesão: no homem,
mais frequentemente na glande e prepúcio; na mulher, nos pequenos
lábios, clitóris, grandes lábios, fúrcula e colo do útero.
Características da lesão: inicialmente pápulas eritematosas de 2 a 3 mm, seguindo-se de vesículas
agrupadas com conteúdo citrino, que se rompem dando origem
a ulcerações posteriormente recobertas por crostas serohemáticas. Adenopatia inguinal dolorosa bilateral pode estar presente
em 50% dos casos. As lesões cervicais uterinas, freqüentemente
subclínicas, podem estar associadas a corrimento genital aquoso. No homem,
não raramente, pode haver secreção uretral hialina acompanhada
de ardência miccional. Podem ocorrer sintomas gerais, como
febre e mal estar.
-
Herpes Genital Recorrente
Acomete
de 30 a 70% dos pacientes que desenvolveram a infecção genital
primária. A recorrência das lesões pode estar associada a
episódios de febre, exposição à radiação ultravioleta, traumatismos,
menstruação, estresse físico ou emocional e a antibioticoterapia prolongada. O quadro clínico das recorrências é menos
intenso que o da primo-infecção.
Gravidez
Nas
gestantes portadoras de herpes simples, deve ser considerado
o risco de complicações obstétricas, particularmente se a
primo-infecção ocorrer durante a gravidez.
A
infecção primária materna no final da gestação oferece maior
risco de infecção neonatal do que o herpes genital recorrente.
As
complicações do herpes na gestação são numerosas, sendo
contudo pequeno o risco de contaminação fetal durante
a gestação. A transmissão fetal transplacentária foi observada por Vontver em uma a cada 3.500 gestações.
A infecção do concepto intra-útero nos primeiros meses da
gestação culminará num grande número de abortos.
O
maior risco de transmissão do vírus ao feto, se dará no momento
da passagem deste pelo canal de parto, resultando em aproximadamente
50% de contaminação. Mesmo na forma assintomática, poderá
haver a transmissão do vírus por meio do canal de parto. Recomendando-se,
portanto, a realização de cesariana como forma de parto, toda
vez que houver lesões herpéticas ativas. Esta conduta não
traz nenhum benefício quando a bolsa amniótica estiver rota
há mais de 4 horas.
CANDIDÍASE
VULVOVAGINAL 
Conceito e Agentes Etiológicos
É
uma infecção da vulva e vagina causada por um fungo comensal
(Candida albicans, Candida tropicalis, Candida glabrata, Candida parapsilosis) que habita a mucosa vaginal e a mucosa digestiva,
crescendo quando o habitat torna-se favorável para o seu desenvolvimento;
se apresenta em duas formas: esporo
e pseudo-hifa. O ato sexual já não é considerado a principal
forma de transmissão, visto que esses organismos podem fazer
parte da flora endógena em mais de 50% das mulheres assintomáticas.
Os fatores predisponentes da Candidíase Vulvovaginal são: diabetes melitus, antibioticoterapia sistêmica, gravidez,
uso de contraceptivos orais, uso de corticosteróides, imunodeficiência,
obesidade, uso de roupas justas; regiões com clima quente
propiciam a infecção.
Características
Clínicas
Sinais
e sintomas dependerão do grau de infecção e da localização
do tecido inflamado, podem apresentar-se isolados ou associados
e incluem:
- prurido vulvovaginal;
- ardor à micção;
- corrimento branco, semelhante à nata de leite;
- hiperemia e edema vulvar;
- dispareunia;
- fissuras e maceração da pele;
- vagina e colo recobertos por placas brancas ou branco acinzentado.
DONOVANOSE
Conceito
Doença
crônica progressiva, que acomete preferencialmente pele e
mucosas das regiões genitais, perianais e inguinais. A donovanose (granuloma inguinal) é freqüentemente associada
à transmissão sexual, embora os mecanismos de transmissão
não sejam ainda bem conhecidos. A contagiosidade é baixa.
O período de incubação é de 30 dias a 6
meses. É pouco freqüente e ocorre em climas tropicais e subtropicais.
Agente
Etiológico
Calymmatobacterium
granulomatis, bactéria descrita pela primeira vez em 1913
por dois pesquisadores brasileiros, Aragão e Vianna.
Quadro
Clínico
- Inicia-se com ulceração de borda plana ou hipertrófica,
bem delimitada, com fundo granuloso, de aspecto vermelho
vivo e de sangramento fácil;
- A ulceração evolui lenta e progressivamente podendo
se tornar vegetante ou úlcero-vegetante. As lesões podem
ser múltiplas, sendo frequente a sua configuração em espelho
em bordas cutâneas e/ou mucosas;
- Há predileção pelas regiões de dobras e região perianal.
Não há adenite na donovanose, embora raramente possam formar-se
pseudobubões (granulações subcutâneas) na região inguinal,
quase sempre unilaterais;
- Na mulher, a forma elefantiásica é observada quando há predomínio de fenômenos obstrutivos
linfáticos;
- A localização extragenital é rara e quase sempre ocorre
a partir de lesões genitais ou perigenitais primárias.
Gravidez
Doença
de baixa incidência em nosso meio. Não foi relatada infecção
congênita resultante de infecção intra ou anteparto no feto.
HEPATITE
B 
Conceito
e Informações Básicas
É
definida como inflamação do fígado causada por uma infecção
pelo vírus da Hepatite B (HBV), um vírus DNA, da família Hepdnaviridae.
Do
ponto de vista epidemiológico a transmissão sexual de agentes
infecciosos causadores de hepatite ocorre mais frequentemente
com os vírus das hepatites tipos A, B, C e Delta. Os tipos
B e C podem evoluir para doença hepática crônica, e tem
sido associados com carcinoma hepatocelular primário.
Dentre
os fatores que influenciam o risco de infecção pelo HBV citamos:
número de parceiros, frequencia das relações sexuais, tipo de prática sexual (oro-anal, oro-genital, relacionamento sexual ativo ou passivo), associação
com uso comum de seringas e agulhas, concomitância de outras
DST (sífilis, cancro mole, gonorrhea, hepes genital e/ou oral,
etc.).
No
Brasil, estudos de prevalência do HBV detectaram índice de
infecção médio de 8,0% na região da Amazônia legal, de 2,5%
nas regiões Centro-Oeste e Nordeste, de 2,0% na região Sudeste
e de 1,0% na região Sul.
Quadro
Clínico
O
período de incubação da Hepatite B aguda situa-se entre 45
e 180 dias e a transmissão é usualmente por via parenteral
embora outras vias (oral, sexual e vertical) foram demonstradas.
Nos
pacientes sintomáticos, a hepatite B, usualmente evolui nas
seguintes fases:
- fase prodrômica: sintomas inespecíficos
de anorexia, náuseas e vômitos, alterações do olfato e paladar,
cansaço, mal-estar, artralgia, mialgias, cefaléia e febre baixa;
- fase ictérica: inicia-se após 5 a 10 dias da
fase prodrômica, caracterizando-se pela redução na intensidade
destes sintomas e a ocorrência de icterícia. Colúria precede esta fase por 2 ou 3 dias;
- fase de convalescença: a sintomatologia desaparece
gradativamente, geralmente em 2 a 12 semanas.
A
Hepatite B pode evoluir cronicamente, o que se demonstra pelos
marcadores laboratoriais, testes de função hepática e histologia
anormais, e doença persistente por mais de seis meses. A Hepatite
B crônica pode evoluir de forma:
- persistente - de bom prognóstico, em que a arquitetura
do lóbulo hepático é preservada.
- ativa - caracterizada por necrose hepática,
que pode evoluir para cirrose hepática ou para câncer.
URETRITE
NÃO GONOCÓCICA 
Conceito
São
denominadas uretrites não gonocócicas (UNG) as uretrites sintomáticas
cujas bacterioscopias pela coloração de Gram e/ou cultura, são negativas para
o gonococo.
A
transmissão se faz freqüentemente pelo contato sexual, sendo
o período de incubação, no homem, de 14 a 21 dias.
Agente
Etiológico
Vários
agentes têm sido responsabilizados por estas infecções, incluindo:
Chlamydia trachomatis, Ureaplasma urealyticum, Candida albicans, Gardnerella vaginalis, Trichomonas vaginalis dentre outros.
A
Chlamydia trachomatis é o agente mais comum de UNG. É uma
bactéria, obrigatoriamente intracelular, que também causa
o tracoma, a conjuntivite por inclusão do recém-nascido e
o linfogranuloma venéreo.
Estima-se
que dois terços das parceiras estáveis de homens com UNG hospedem
a Chlamydia trachomatis no endocérvix e podem
reinfectar seu parceiro sexual se permanecerem sem tratamento.
Quadro
Clínico
A
UNG caracteriza-se pela presença de corrimentos mucóides,
discretos, com disúria leve e intermitente. A uretrite subaguda
é a forma de apresentação de cerca de 50% dos pacientes com
uretrite causada por C. trachomatis. Entretanto, em
alguns casos, os corrimentos das UNG podem simular, clinicamente,
os da gonorréia. As mulheres infectadas pela C. trachomatis transmitem a infecção, porém, raramente apresentam os
sintomas típicos.
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